
Zema defende a privatização de companhias como Petrobras, Banco do Brasil e Correios. Segundo o candidato, essas medidas teriam como objetivo “reduzir a dívida, baixar os juros e cortar a corrupção pela raiz”.
O Partido Novo oficializou nesta segunda-feira (27) a candidatura de Romeu Zema à Presidência da República, mas ainda não anunciou quem ocupará a vaga de vice na chapa. A escolha ocorreu por aclamação em uma convenção nacional realizada de forma virtual e foi seguida por um ato político em Brasília.
A indefinição sobre o candidato a vice mantém aberta a possibilidade de uma aliança com outra sigla. A direção nacional do Novo conduz negociações com partidos que não lançaram candidatura própria e também avalia a formação de uma chapa composta exclusivamente por integrantes da legenda.
Zema havia afirmado antes da convenção que a definição seria tomada mais perto de 5 de agosto, prazo final para a realização das convenções partidárias. O ex-governador também indicou que o principal critério será a escolha de uma pessoa considerada “ficha limpa”.
Em eleições anteriores, o político apoiou as candidaturas de Jair Bolsonaro à Presidência. Na disputa de 2026, no entanto, Zema tenta manter uma candidatura própria e se diferenciar de Flávio Bolsonaro, representante do PL na corrida pelo Palácio do Planalto.
A escolha do vice deverá ser uma das próximas decisões estratégicas do Novo. A sigla negocia alianças para ampliar o tempo de propaganda eleitoral e construir palanques estaduais capazes de sustentar a candidatura presidencial.
Entre os nomes cogitados está o do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa. Zema afirmou que pretende procurá-lo para discutir uma eventual composição e elogiou sua atuação no combate à corrupção.
Além do Democracia Cristã, o Novo manteve conversas com o Podemos sobre uma possível aliança nacional. A direção partidária deverá continuar as negociações até o encerramento do prazo das convenções, quando a chapa precisará ser concluída.





