
O La Nacion lembrou que esta é a terceira visita de Milei ao Brasil desde que assumiu o mandato e, em nenhuma delas, fez contato com o governo Lula. Segundo o jornal, a prioridade da viagem é demonstrar “o alinhamento político e ideológico com o movimento de Bolsonaro em detrimento das relações institucionais”.
A imprensa argentina repercutiu a participação do presidente Javier Milei na convenção que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República nas eleições de outubro, nesse sábado (25/7). Veículos locais destacaram o discurso, considerado “forte” e “repleto de insultos” ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante a fala, Milei se referiu ao presidente brasileiro como “ladrão” e “presidiário”. O Clarín destacou que o líder argentino “se envolveu completamente” na corrida eleitoral brasileira.
“Foi o primeiro ataque a Lula, mas muitos outros se seguiram ao longo de seu discurso. Todos foram comemorados por Flávio Bolsonaro e seus apoiadores”, ressaltou o veículo ao citar a crítica de Milei à “submissão” do país à esquerda.
O La Nacion lembrou que esta é a terceira visita de Milei ao Brasil desde que assumiu o mandato e, em nenhuma delas, fez contato com o governo Lula. Segundo o jornal, a prioridade da viagem é demonstrar “o alinhamento político e ideológico com o movimento de Bolsonaro em detrimento das relações institucionais”.
“Sua estratégia, ficou claro, transcende fronteiras: apresentar-se à região não apenas como um aliado do movimento de Bolsonaro, mas como a figura principal de uma reconfiguração conservadora na América Latina“, destacou.
Milei falou por cerca de 25 minutos na convenção nacional do PL. Em sua fala, o argentino disse confiar em Flávio Bolsonaro para frear o socialismo. Ele teceu comentários sobre corrupção, afirmou que o socialismo leva ao autoritarismo e que a esquerda prega um sistema de igualdade extrema e ilusória.
“Eu creio que somente Flávio pode parar Lula e trazer uma verdadeira mudança para todos os brasileiros. Creio firmemente que não há outro capaz de parar o efeito de Lula sobre o país. E não há outro para fazer frente às organizações criminosas e narcotraficantes, e nisso eu confio plenamente em Flávio Bolsonaro”, disse o presidente.
Milei ainda fez diversas críticas ao presidente Lula. Ele afirmou que o Brasil está “a caminho da crise da dívida” e interrompeu o discurso mais de uma vez para incentivar o público a entoar um coro de “Lula ladrão”.
O argentino também ofendeu o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes após o magistrado negar seu pedido de visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“O lixo careca não me permitiu visitar meu amigo injustamente preso, embora eu saiba que Lula recebia constantemente líderes estrangeiros enquanto estava na cadeia, inclusive aquele ex-presidente argentino desastroso, Alberto Fernández”, afirmou.
A declaração foi criticada pelo presidente da Suprema Corte, ministro Edson Fachin. “Tomei conhecimento da declaração do presidente da Argentina sobre Ministro do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de referência desrespeitosa a magistrado da mais alta Corte do país, feita em solo brasileiro, por ato jurisdicional praticado conforme a Constituição e as leis da República Federativa do Brasil”, disse o ministro.





