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Daniel Ortega afirma que reforma eleitoral busca evitar nova guerra civil na Nicarágua

“Se demonstrou que quando em nosso país há paz, a economia cresce, a educação cresce e os investimentos crescem. É isso que estamos defendendo; quando falamos em reforma da Constituição, é para fortalecer a paz”, afirmou Ortega.

Daniel Ortega afirma que reforma eleitoral busca evitar nova guerra civil na Nicarágua

O líder nicaraguense afirmou que as medidas não têm como objetivo impor a paz pela força, mas garantir, por meio da legislação, que não haja espaço para processos de desestabilização.

O copresidente da Nicarágua, Daniel Ortega, afirmou na sexta-feira (31) que a Assembleia Nacional está trabalhando em reformas constitucionais e em marcos legais necessários para garantir processos eleitorais com plena autodeterminação e destinados a consolidar a soberania do país.

A Nicarágua está atualmente realizando consultas nacionais para discutir a proposta de reforma constitucional apresentada pelo governo, que será analisada por diferentes setores da sociedade. A versão formal do projeto deverá ser apresentada em setembro, após a conclusão da atual etapa de consultas, de acordo com a teleSUR.

O líder nicaraguense afirmou que as medidas não têm como objetivo impor a paz pela força, mas garantir, por meio da legislação, que não haja espaço para processos de desestabilização.

Ortega discursou durante sua participação em uma cerimônia pelo 47º aniversário da fundação da Força Aérea do Exército da Nicarágua, realizada em Manágua.

“Se demonstrou que quando em nosso país há paz, a economia cresce, a educação cresce e os investimentos crescem. É isso que estamos defendendo; quando falamos em reforma da Constituição, é para fortalecer a paz”, afirmou Ortega.

A cerimônia também prestou homenagem ao tenente Carlos Ulloa, militar nicaraguense formado pela Força Aérea que morreu em combate durante a Batalha da Baía dos Porcos, em Cuba, enquanto defendia a Revolução Cubana. Como parte da homenagem, foram lidas palavras dedicadas a ele pelo comandante Raúl Castro Ruz, que destacaram o caráter patriótico e latino-americano do militar.

No ato, também foram lembradas as origens clandestinas da força aérea integrada por sandinistas, panamenhos e costarriquenhos, que tiveram papel importante no transporte de armamentos para as colunas guerrilheiras em diferentes regiões do país durante a luta contra a ditadura somozista.