
De acordo com a Agência de Patrimônio Cultural do Uzbequistão, a seleção reúne edifícios construídos entre as décadas de 1960 e o início dos anos 1990, localizados na capital uzbeque e na região de Tashkent.
O Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco incluiu dez obras da arquitetura modernista de Tashkent na Lista do Patrimônio Mundial durante sua 48ª sessão. A informação foi divulgada pela TV BRICS.
- edifício residencial “Pérola”;
- Museu Estatal de História do Uzbequistão;
- Palácio da Amizade dos Povos;
- Museu Estatal de Artes do Uzbequistão;
- edifício do Circo Estatal de Tashkent;
- Pavilhão Central de Exposições da Academia de Artes do Uzbequistão;
- Palácio Nacional da Arte Cinematográfica do Uzbequistão;
- mercado Chorsu;
- estação de metrô “Cosmonauta”;
- complexo heliotérmico “Sol”.
Segundo a agência, a candidatura apresentada pelo Uzbequistão à Unesco, intitulada “Arquitetura do Modernismo de Tashkent: Modernismo e Tradições da Ásia Central”, tornou-se a primeira inscrição do país na Lista do Patrimônio Mundial em 25 anos. Com a decisão, o Uzbequistão também passou a ser o primeiro país da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) e da Ásia Central a ter um conjunto de arquitetura modernista do século XX reconhecido pela organização.
O primeiro bem cultural do Uzbequistão inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco foi a fortaleza de Ichan Kala, na cidade de Khiva, em 1990.
Após o devastador terremoto que destruiu grande parte de Tashkent em 1966, a cidade foi praticamente reconstruída. Arquitetos soviéticos e uzbeques transformaram a capital em um grande laboratório de arquitetura modernista, criando edifícios públicos, culturais, esportivos e residenciais que uniam inovação técnica e identidade local.
Entre as principais características desse estilo estão:
- formas geométricas simples e monumentais, típicas do modernismo;
- uso extensivo de concreto armado, vidro e estruturas pré-fabricadas;
- elementos inspirados na arquitetura islâmica e centro-asiática, como brises, painéis vazados e mosaicos ornamentais;
- soluções adaptadas ao clima quente e seco, com fachadas que reduzem a incidência do sol e favorecem a ventilação;
- integração de obras de arte, murais e esculturas aos edifícios.
O que torna essa arquitetura tão singular é justamente a fusão entre o modernismo soviético e a herança cultural da Ásia Central. Em vez de reproduzir modelos europeus, muitos arquitetos incorporaram padrões geométricos, técnicas construtivas tradicionais e referências à arquitetura islâmica, criando uma identidade própria para o modernismo uzbeque.





