
De acordo com os dados colhidos pela polícia, as conversas entre os suspeitos faziam referências frequentes e explícitas à capital federal como o destino final de uma mobilização articulada para o período eleitoral de 2026.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta terça-feira (4/8), a Operação Rede Interrompida com o objetivo de cumprir medidas cautelares contra oito investigados suspeitos de integrar uma organização que articulava atentados em Brasília durante o período das eleições de 2026, informa o Metrópoles.
A investigação é conduzida pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCev), órgão vinculado ao Departamento de Inteligência da PCDF. O inquérito policial foi instaurado após o recebimento de um relatório técnico elaborado pelo Ciberlab, laboratório especializado ligado à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Com base nas informações fornecidas pelo laboratório, os investigadores do Distrito Federal aprofundaram a análise das comunicações atribuídas ao grupo.
De acordo com os dados colhidos pela polícia, as conversas entre os suspeitos faziam referências frequentes e explícitas à capital federal como o destino final de uma mobilização articulada para o período eleitoral de 2026.
Outro ponto central revelado pelas apurações foi o compartilhamento de manuais com instruções para a fabricação de artefatos explosivos. A identificação desse material foi determinante para que a PCDF requeresse as medidas cautelares à Justiça, visando interromper as atividades e preservar elementos probatórios.
As ordens judiciais de busca e apreensão têm como finalidade o recolhimento de dispositivos eletrônicos, a preservação de evidências digitais e físicas, a identificação de eventuais conexões ainda desconhecidas da rede e o esclarecimento do grau de organização e do estágio real de desenvolvimento das ações planejadas pelos investigados.
No momento, o inquérito policial apura, em tese, o cometimento dos crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e infrações previstas na legislação antirracismo. A PCDF ressaltou que, até a etapa atual das apurações, os atos não foram enquadrados na Lei de Terrorismo.





