
“Há 81 anos, uma única bomba atômica destruiu instantaneamente a vida cotidiana de Hiroshima e tirou de forma impiedosa as insubstituíveis vidas de cada uma das vítimas. A cidade foi reduzida a cinzas, e tudo o que as pessoas haviam construído em suas vidas diárias, junto com todas as suas esperanças para o futuro, foi destruído em um instante”, disse Takaichi
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e o prefeito de Hiroshima, Kazumi Matsui, não mencionaram os Estados Unidos, que lançaram a bomba atômica sobre a cidade em 6 de agosto de 1945, durante seus discursos na cerimônia memorial realizada nesta quinta-feira (6).
A primeira-ministra reafirmou o compromisso do Japão com seus três princípios não nucleares, afirmando que a catástrofe e o sofrimento inimaginável jamais devem se repetir. Ela também prometeu liderar os esforços internacionais em direção a um mundo livre de armas nucleares.
Em seu discurso, o prefeito Matsui mencionou o conflito na Ucrânia, mas não fez qualquer referência aos Estados Unidos, que lançaram a bomba sobre a cidade.
Representando o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, a subsecretária-geral Izumi Nakamitsu defendeu o diálogo em lugar da divisão e a cooperação em vez da confrontação.
A cerimônia reuniu autoridades de um número recorde de 127 países, além de representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, pilotos dos Estados Unidos lançaram bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki. Em Hiroshima, morreram 140 mil dos 350 mil habitantes da cidade; em Nagasaki, 74 mil pessoas perderam a vida. A grande maioria das vítimas era composta por civis. Cerimônias memoriais são realizadas anualmente nas datas dos bombardeios. Atualmente, o Parque e o Museu Memorial da Paz estão localizados nas proximidades do epicentro em Hiroshima, com audioguias disponíveis em todos os idiomas dos Estados que possuem armas nucleares.





