
Apesar das sanções internacionais, a Coreia do Norte vem usando esses recursos não apenas para fortalecer seu arsenal nuclear, mas também para sustentar um crescimento econômico consistente.
A paisagem de Pyongyang, capital da Coreia do Norte, começa a contar uma nova história. Uma onda de construções transforma a cidade, enquanto veículos chineses ganham espaço nas ruas e o governo de Kim Jong-un exibe equipamentos militares cada vez mais sofisticados.
Registros comerciais e imagens de satélite revelam movimentações que, segundo uma reportagem da agência Bloomberg, indicam que o governo norte-coreano acumulou US$ 22 bilhões em receitas estrangeiras entre 2022 e 2025. Apesar das sanções internacionais, a Coreia do Norte vem usando esses recursos não apenas para fortalecer seu arsenal nuclear, mas também para sustentar um crescimento econômico consistente.
Pyongyang vem evitando a dependência dos bilhões de dólares em ajuda externa que ajudaram a manter os governos anteriores e passou a buscar novas fontes de receita, como a venda de armas à Rússia e a aproximação com a China, destaca a Bloomberg.
Analistas apontam que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, não demonstra pressa para retomar as negociações com os Estados Unidos, mesmo com o aumento da pressão de Washington e de seus aliados.
Nesse contexto, velhas acusações entre os dois lados voltaram a emergir.. Uma declaração conjunta divulgada em 31 de julho pelos Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão e outros oito países acusou a Coreia do Norte de usar trabalhadores de tecnologia da informação com identidades falsas para obter empregos remotos e gerar receitas destinadas aos programas de armas nucleares e mísseis balísticos.
O Ministério das Relações Exteriores da RPDC respondeu na segunda-feira (3) e disse que os Estados Unidos e seus aliados usam acusações infundadas para manchar a imagem do país e justificar pressões contra Estados soberanos.
A pasta afirmou que é justamente por causa dos Estados Unidos que o ciberespaço estaria se transformando em um campo de confronto e de guerra clandestina. As operações cibernéticas realizadas durante exercícios dos EUA e de seus aliados servem como um elo nos “preparativos de guerra”, disse o porta-voz.
O ministério também classificou as alegações dos Estados Unidos sobre uma suposta ameaça cibernética de outros países como um completo absurdo e um pretexto para justificar uma política ilegal de pressão contra Estados soberanos. Segundo a pasta, os próprios EUA monopolizam recursos essenciais do ciberespaço e possuem as maiores capacidades cibernéticas do mundo.





