
. No Rio de Janeiro, o dirigente russo inspecionou o Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico, considerado pelo Ministério da Defesa o maior navio de guerra da América Latina.
A agenda do assessor presidencial russo Nikolay Patrushev no Brasil avançou sobre áreas estratégicas da relação bilateral, com discussões sobre cooperação naval, tecnologia, pesquisa científica e formação de especialistas. No Rio de Janeiro, o dirigente russo inspecionou o Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico, considerado pelo Ministério da Defesa o maior navio de guerra da América Latina.
O Atlântico tem capacidade para operar até 18 aeronaves e pode ser empregado em operações militares, missões humanitárias e ações de apoio em situações de desastres naturais.
A inspeção ao navio ocorreu durante uma série de compromissos cumpridos por Patrushev desde sua chegada ao Brasil, na terça-feira (4). A agenda incluiu reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, e o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.
Patrushev também apresentou o andamento das negociações conduzidas pelo Colegiado Marítimo russo com diferentes setores brasileiros, entre eles ministérios, empresas e integrantes da comunidade científica.
As conversas também envolveram possibilidades de colaboração entre os dois países em tecnologia e construção naval.
A Rússia manifestou disposição para cooperar com o Brasil no desenvolvimento de embarcações destinadas ao Ártico e ofereceu sua experiência no campo da energia nuclear de pequena potência.
Outro compromisso da passagem de Patrushev pelo Rio foi uma visita à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde se reuniu com o reitor Roberto de Andrade Medronho.
O assessor presidencial russo destacou a atuação da universidade na formação e no desenvolvimento de pesquisas relacionadas aos estudos marítimos e apontou novas possibilidades de intercâmbio com universidades e institutos científicos da Rússia.
Entre as iniciativas em discussão está a formação de especialistas brasileiros em instituições russas, inclusive profissionais ligados às atividades marítimas.
“Essa cooperação também pode se desenvolver no âmbito do BRICS, onde as questões da ciência oceânica e polar já estão no foco do trabalho conjunto entre nossos países”, afirmou Patrushev.
A declaração de Patrushev insere as possíveis parcerias acadêmicas e científicas no âmbito mais amplo da cooperação entre os integrantes do BRICS.
A perspectiva apresentada durante a visita à UFRJ envolve aproximar universidades e instituições de pesquisa dos dois países em áreas relacionadas aos oceanos, regiões costeiras e ambientes polares.
Durante a passagem pela capital fluminense, Patrushev também depositou flores no monumento dedicado ao navegador russo Thaddeus Bellingshausen.
O navegador participou de uma expedição que deu a volta ao mundo e ficou conhecido por sua atuação nas explorações que levaram à descoberta da Antártica.





