
A suspensão das visitas foi determinada após a divulgação pública de uma carta manuscrita de Bolsonaro nas redes sociais por Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Palácio do Planalto.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou neste sábado (8) o pedido para que Jair Bolsonaro recebesse três de seus filhos no domingo (9), Dia dos Pais. A defesa pretendia obter uma autorização excepcional para o encontro familiar durante o período de suspensão das visitas ao ex-mandatário.
A medida foi adotada após Moraes considerar que houve descumprimento das restrições judiciais impostas pelo STF.
No pedido encaminhado ao Supremo, os advogados solicitaram “em caráter absolutamente excepcional” a liberação das visitas de Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Flávio Bolsonaro durante a tarde de domingo. Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal cassado que vive nos Estados Unidos, não foi mencionado na solicitação.
Os advogados também sustentaram que a autorização excepcional não interferiria nas determinações judiciais em vigor. Segundo o pedido, as visitas não comprometeriam “o regular cumprimento da pena ou das cautelares impostas”.
A suspensão das visitas foi determinada após a divulgação pública de uma carta manuscrita de Bolsonaro nas redes sociais por Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Palácio do Planalto.
Moraes entendeu que o episódio representou descumprimento da proibição imposta ao ex-mandatário de utilizar redes sociais “diretamente ou por intermédio de terceiros”.
Com isso, as visitas foram suspensas pelo período de 30 dias, ressalvadas as exceções estabelecidas na decisão.
Ao rejeitar a solicitação para o Dia dos Pais, Moraes manteve as condições já estabelecidas para Bolsonaro durante o período de suspensão.





