
Rogério Marinho reagiu às declarações de Gilberto Kassab e acusou o partido de funcionar como “linha auxiliar” do PT na eleição de 2026.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), reagiu às declarações de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, e acusou o partido de funcionar como “linha auxiliar” do PT na eleição de 2026.
A fala ocorre em meio à dificuldade do PL de atrair partidos do Centrão para a aliança nacional de Flávio. Durante a pré-campanha, a legenda buscou apoio do Republicanos e da federação formada por PP e União Brasil, mas não obteve adesão formal. As siglas optaram pela neutralidade na corrida presidencial, embora possam se aliar ao PL em disputas estaduais.
O PSD, por sua vez, lançou Ronaldo Caiado ao Palácio do Planalto, com Kassab como candidato a vice-presidente. Marinho, no entanto, afirmou que a candidatura do ex-governador de Goiás seria uma manobra para favorecer Lula.
O senador também afirmou que “as máscaras estão caindo” e disse que os adversários de Flávio não teriam considerado a reação dos eleitores.
“Mas esqueceram de combinar com o povo e Flávio Bolsonaro vencerá as eleições para retomarmos os trilhos da prosperidade”, declarou.
A reação teve como alvo as falas de Kassab em encontro reservado com empresários em São Paulo. Na ocasião, o dirigente do PSD disse que a possibilidade de vitória de Flávio seria “zero”. Ele também afirmou que o senador do PL estaria sendo “preservado” pelos adversários e que deve perder força quando o PT passar a mostrar “quem é o Flávio” e quem está ao redor dele.
Kassab apresentou Caiado como opção para eleitores contrários a Lula e afirmou que a redistribuição do tempo de televisão beneficiou o candidato do PSD. Segundo ele, MDB, PP, União Brasil e Republicanos, ao abrirem mão de candidatura própria, fizeram com que o tempo dessas legendas fosse redistribuído entre os presidenciáveis que seguem na disputa.
“MDB, PP, União Brasil e Republicanos, na hora que eles abrem mão de ter candidato, o tempo de TV deles é redistribuído aos candidatos que existem. Como só tem quatro candidatos, Lula ficou com 5 minutos, mas para ele tanto faz 6, 4, 10 minutos, porque todo mundo sabe se quer ou não quer, o Flávio é a mesma coisa. Mas o Caiado, que ia ter 50 segundos, agora tem 2 minutos e 20 segundos. É uma eternidade, quase uma novela”, afirmou Kassab.
Na pesquisa Genial/Quaest divulgada em 5 de agosto, Caiado registrou 4% das intenções de voto, enquanto Flávio apareceu com 30% e Lula com 39%. Kassab, porém, disse que levantamentos internos da campanha indicam crescimento de Caiado após a estruturação de sua equipe.





