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“Ninguém vai meter o dedo”: Lula invoca soberania ao falar do petróleo no Amapá

Para Lula, a decisão de levar adiante a prospecção envolve os interesses do país e da Petrobras, estatal responsável pela perfuração no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas.

“Ninguém vai meter o dedo”: Lula invoca soberania ao falar do petróleo no Amapá

“Isso aqui significa soberania nacional. Um país que tem um petróleo dessa qualidade não vai permitir que ninguém meta o dedo nele”, afirmou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a descoberta de petróleo na costa do Amapá é uma questão de soberania nacional e disse que o Brasil não aceitará interferências estrangeiras sobre a exploração da Margem Equatorial. A declaração foi feita durante visita ao navio-sonda da Petrobras em Oiapoque, no extremo norte do país.

Lula respondeu às críticas internacionais, especialmente de países europeus, à pesquisa de combustíveis fósseis na região. “Isso aqui significa soberania nacional. Um país que tem um petróleo dessa qualidade não vai permitir que ninguém meta o dedo nele”, afirmou.

O presidente também disse ter resistido a pressões diplomáticas para não anunciar a licença de pesquisa antes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP. Para Lula, a decisão de levar adiante a prospecção envolve os interesses do país e da Petrobras, estatal responsável pela perfuração no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, confirmou a identificação de petróleo no poço, mas ressaltou que a empresa ainda precisa dimensionar o volume encontrado e verificar se a exploração será economicamente viável. A sonda continua a perfuração, e a estatal ainda precisa concluir cerca de mil metros do poço exploratório.

 

A identificação de petróleo não significa, por si só, que exista uma reserva comercial ou que a produção esteja definida. Pela regra técnica da ANP, uma reserva depende da estimativa do volume que pode ser produzido com tecnologia disponível e viabilidade econômica. Caso a descoberta se confirme comercialmente, a produção ainda exigirá novas etapas de licenciamento.

O poço está localizado em águas profundas, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá e a mais de 500 quilômetros da foz do rio Amazonas. A descoberta reabriu o embate entre a defesa da segurança energética e da expansão das reservas brasileiras, de um lado, e os alertas ambientais sobre a exploração de petróleo em uma área próxima à Amazônia, de outro.