
De acordo com o hospital, as duas crianças morreram após cerca de 15 horas de cirurgia. O procedimento envolveu mais de 50 profissionais da equipe médica e era considerado a etapa final de separação, após as gêmeas terem passado por outros quatro procedimentos cirúrgicos.
As gêmeas siamesas Heloísa e Helena, de 2 anos, que nasceram unidas pela cabeça, morreram na noite do último sábado (15/8) após passarem pela cirurgia final de separação no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP USP), no interior paulista.
De acordo com o hospital, as duas crianças morreram após cerca de 15 horas de cirurgia. O procedimento envolveu mais de 50 profissionais da equipe médica e era considerado a etapa final de separação, após as gêmeas terem passado por outros quatro procedimentos cirúrgicos.
Ainda segundo o HC Ribeirão, os corpos de Heloísa e Helena seguiram para a cidade natal da família, em São José dos Campos, onde também ocorreu o sepultamento nesse domingo (16/8). A Prefeitura de São José arcou com os custos do funeral.
A última cirurgia das crianças ocorreu em março deste ano, para instalação de bolsas expansoras de pele pela equipe de cirurgia plástica, e durou cerca de 6 horas. O caso era conduzido pelas equipes de Neurocirurgia Pediátrica e Cirurgia Plástica do HC.
A história das gêmeas siamesas
- As gêmeas Heloísa e Helena nasceram em 2024 unidas pela cabeça. O caso é considerado raro, de 1 para cada 2,5 milhões de nascimentos
- Para a separação completa, a equipe do HC previu a necessidade de cinco cirurgias espaçadas de 2 a 3 meses. Em cada etapa, uma janela óssea de um quarto do crânio era aberta para acesso e separação dos vasos encontrados.
- Em seguida, a janela era fechada novamente e foram aguardados 2 a 3 meses para os cérebros se recuperarem.
- O processo se repetiu até dar a volta completa no crânio, quando todos os vasos estavam finalmente separados e os cérebros independentes anatomicamente.
- O tratamento é considerado de alto custo, mas era bancado integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sem nenhum custo à família.
- O HC de Ribeirão é referência no tratamento de craniópagos, já tendo separado dois casos anteriores.





