
O governo brasileiro está disposto a dialogar tanto com parlamentares da oposição argentina quanto com representantes da equipe de Milei, com o objetivo de superar os atritos recentes entre os dois países.
O Itamaraty e a Secretaria de Relações Institucionais devem receber, em Brasília, um grupo de cerca de dez deputados argentinos de oposição ao governo de Javier Milei para discutir a relação entre Brasil e Argentina em meio ao desgaste diplomático entre os dois países. A informação foi publicada pelo blog do jornalista Valdo Cruz, no G1.
Apesar do rebaixamento das relações diplomáticas, integrantes do governo Lula afirmam que a convivência bilateral não sofreu alterações práticas. “Está tudo seguindo o ritmo normal”, disse um assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com a GloboNews, as agendas e os temas das conversas ainda estão em definição. Também não está fechado quem, no governo brasileiro, receberá os parlamentares argentinos nem quais pontos serão tratados durante os encontros.
A crise ganhou novos contornos depois que o chanceler argentino, Pablo Quirno, mudou o tom adotado inicialmente. Em um primeiro momento, ele tentou reduzir a tensão ao dizer que a Argentina não levaria as divergências entre Lula e Milei para o campo institucional. Depois, passou a afirmar que a região atravessa uma mudança ideológica e que espera que isso também ocorra no Brasil, em referência às eleições de outubro.
Milei apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa eleitoral brasileira.
Entre os deputados argentinos que articulam as conversas com o Itamaraty estão Nicolás Massot e Martín Lousteau. Nas redes sociais, eles afirmaram que o objetivo do encontro é “abrir um canal de diplomacia parlamentar e contribuir para recompor um vínculo que nunca deveria ter sido afetado”.





