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Inadimplência no Brasil sobe para 6,4% em julho e atinge recorde histórico, indica Banco Central

Apesar do recuo no ritmo de novas operações, o estoque total de crédito do sistema financeiro nacional registrou uma expansão modesta de 0,3% no período, alcançando o montante total de R$ 7,372 trilhões.

Inadimplência no Brasil sobe para 6,4% em julho e atinge recorde histórico, indica Banco Central

Com o resultado, o indicador atingiu o maior nível de toda a série histórica do indicador, iniciada em março de 2011, segundo dados divulgados pelo Banco Central

A taxa de inadimplência no segmento de recursos livres no Brasil apresentou alta de 0,4 ponto percentual em julho, alcançando o patamar de 6,4%, frente aos 6% registrados no mês anterior. Com o resultado, o indicador atingiu o maior nível de toda a série histórica do indicador, iniciada em março de 2011, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (28) e reportados pela agência de notícias Reuters.

O relatório de estatísticas monetárias e de crédito do órgão regulador aponta que o volume total de novas concessões de empréstimos no país sofreu uma retração de 1,6% em julho na comparação com o mês anterior. Apesar do recuo no ritmo de novas operações, o estoque total de crédito do sistema financeiro nacional registrou uma expansão modesta de 0,3% no período, alcançando o montante total de R$ 7,372 trilhões.

A desaceleração nas operações de crédito foi puxada principalmente pelas concessões de financiamentos com recursos livres — modalidade na qual os juros e os prazos são livremente pactuados entre as instituições financeiras e os tomadores —, que recuaram 1,9% em relação a junho. Por outro lado, as operações com recursos direcionados, cujas regras e condições seguem parâmetros e regulamentações fixados pelo governo federal, caminharam em sentido oposto e registraram um crescimento de 1% no mesmo intervalo.

No que tange ao custo do dinheiro, a taxa média de juros cobrada pelas instituições financeiras nas modalidades de crédito livre fechou o mês em 47,7% ao ano. O número representa um recuo de 2 pontos percentuais em comparação à taxa apurada no mês de junho. Já no segmento de recursos direcionados, o custo médio apresentou uma variação marginal de queda de 0,1 ponto percentual, fixando-se em 12,1% ao ano.