
Com o calendário apertado antes das eleições, o Planalto passou a trabalhar com a possibilidade de levar o tema ao plenário somente depois do primeiro turno.
A votação do fim da jornada 6×1 no Senado passou a ser tratada pelo Palácio do Planalto como uma prioridade política para o período entre o primeiro e o segundo turno da eleição, em meio à disputa presidencial e à tentativa do PT de associar o atraso na tramitação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A decisão de Alcolumbre dificulta a ofensiva do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), que tentava convencer o presidente do Senado a convocar uma sessão extraordinária ainda em setembro. Com o calendário apertado antes das eleições, o Planalto passou a trabalhar com a possibilidade de levar o tema ao plenário somente depois do primeiro turno.
Nos bastidores, articuladores do governo avaliam que a votação de uma pauta de forte apelo popular entre os dois turnos poderia ajudar a dar fôlego à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pesquisas de intenção de voto indicam que, se a eleição fosse hoje, Lula disputaria o segundo turno contra Flávio Bolsonaro.
Em reunião com Lula, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já haviam avisado que a conclusão da tramitação ficaria para depois da eleição. Apesar do adiamento, a cúpula do Congresso sinalizou compromisso com a matéria.
Além do fim da jornada 6×1, a PEC da Segurança Pública também está no radar das negociações entre governo e Congresso. A proposta, no entanto, está em estágio menos avançado, já que ainda precisa ter sua análise concluída na CCJ antes de seguir para o plenário.





