
“Como não podia deixar de ser, o bolsonarismo odeia a educação. Ele se nutre da ‘deseducação’, da ignorância. Ele trabalha com a ignorância e a desinformação”, declarou.
Durante evento de campanha realizado neste sábado (5) ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e das candidatas ao Senado Simone Tebet e Marina Silva, o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) fez contundentes críticas ao cenário econômico e social paulista, além de denunciar esquemas de corrupção associados ao Banco Master e fazer duras declarações contra o senador Flávio Bolsonaro.
O ex-ministro também direcionou fortes críticas às áreas essenciais do estado, como a educação pública, a saúde e a segurança. Haddad ressaltou a queda sucessiva do ensino médio público paulista nos rankings nacionais: de primeiro lugar em 2015, no governo de Geraldo Alckmin, para terceiro na gestão de João Doria e, atualmente, décimo lugar no governo de Tarcísio de Freitas. “Como não podia deixar de ser, o bolsonarismo odeia a educação. Ele se nutre da ‘deseducação’, da ignorância. Ele trabalha com a ignorância e a desinformação”, declarou. Ele citou ainda o aumento das filas do Sistema Único de Saúde (SUS) e o índice alarmante da criminalidade, enfatizando que o estado concentra 32% dos roubos de celulares do país, dos quais 20% ocorrem na capital paulista.
Em sua fala, Haddad relembrou os desafios enfrentados ao longo de sua trajetória pública, mencionando a reorganização da economia nacional após o governo de Jair Bolsonaro e o período em que foi prefeito de São Paulo, quando reduziu a dívida do município de R$ 74 bilhões para R$ 27 bilhões. Ele atribuiu ao presidente Lula os avanços históricos no acesso dos filhos da classe trabalhadora ao ensino superior.
O candidato contrapôs a conduta republicana de Lula — citando a preservação da autonomia e independência da Polícia Federal sem interferências familiares — às acusações que pesam sobre a oposição, focando suas críticas no senador Flávio Bolsonaro. Haddad questionou a atuação legislativa do parlamentar e relembrou episódios como a compra de 50 imóveis em dinheiro vivo, a aquisição de uma mansão no Lago Sul de Brasília e tratativas para a transferência de R$ 134 milhões ao exterior.
“Temos aqui um estadista que colocou o país no lugar que ele merece, que pagou a dívida externa, fez reserva cambial, fez o país crescer, levou o desemprego para a mínima história, distribuiu renda e, do outro lado, um sujeito que só tem um capivara para entregar para o povo brasileiro. A sua própria capivara. Isso que é o Flávio”, concluiu Haddad, convocando a militância a se mobilizar até o dia 4 de outubro para definir os rumos do país nas urnas.





