
“O adversário está indo para a televisão falar do custo de vida. Pelo amor de Deus. Não se deixe enganar”, alertou
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defendeu neste sábado (5) o legado de suas gestões e fez duras críticas às propostas da oposição ao discursar em evento de campanha na capital paulista ao lado do candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e das candidatas ao Senado, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
Ao rebater as críticas da oposição sobre o custo de vida, Lula apresentou números comparativos entre as gestões para contextualizar a evolução da economia. O presidente ressaltou que, no governo anterior, a inflação dos alimentos atingiu 56,17%, enquanto em seu atual mandato o índice registrou 13,6%. “O adversário está indo para a televisão falar do custo de vida. Pelo amor de Deus. Não se deixe enganar”, alertou, lembrando ainda que, ao assumir a Presidência, o país enfrentava um cenário grave de fome em que “o povo estava na fila do osso, porque não podia comprar carne”.
O presidente também enfatizou as iniciativas voltadas à área de segurança pública, fazendo referência direta às preocupações apresentadas por Fernando Haddad sobre os índices de roubos na capital. Lula destacou a criação do programa Celular Seguro, mecanismo desenvolvido para combater a receptação de aparelhos roubados por meio do bloqueio imediato do dispositivo e da checagem de procedência antes de compras de telefones usados. “Isso é uma parte do debate que a gente está fazendo para combater a indústria do crime organizado, que faz os pobres roubarem para os ricos ganharem dinheiro. Isso vai acabar”, pontuou.
Lula apontou ainda que, em 2003, o país contava com 5 milhões de pessoas no mercado de trabalho com diploma universitário, número que saltou para 25,5 milhões atualmente. No ensino básico e médio, destacou que 7,2 milhões de jovens recebem o programa Pé-de-Meia para evitar a evasão escolar e que 2,5 milhões de crianças já estão matriculadas em escolas de tempo integral, com a meta de universalizar o modelo em todo o território nacional.
Ao abordar as metas para o próximo período, o presidente defendeu a soberania tecnológica do país na área de inteligência artificial, destacando a necessidade de investimento próprio para garantir autonomia em relação às grandes potências globais. “Não quero ficar dependendo da China nem dos Estados Unidos. Queremos inteligência artificial em português”, concluiu Lula, apontando que o investimento em tecnologia e educação é o caminho para manter o país com os menores índices de desemprego da história e a valorização do salário mínimo acima da inflação.





