
Em morcegos longevos, células danificadas tendem a ser eliminadas e substituídas por novas, em vez de apenas reparadas, mecanismo que pode limitar o acúmulo de mutações associadas ao câncer.
Um estudo publicado na revista científica Nature identificou em morcegos genes relacionados simultaneamente à imunidade, à resistência a vírus, à prevenção do câncer e ao envelhecimento. Os pesquisadores avaliam que entender essas adaptações evolutivas pode inspirar novas abordagens para a medicina humana.
Os autores analisaram os genomas de oito espécies e realizaram testes celulares em laboratório. Os resultados indicaram que os animais desenvolveram defesas contra vírus de DNA, como os da varíola e do herpes, e um sistema mais flexível para enfrentar vírus de RNA, que sofrem mutações rápidas, como o da gripe.
O trabalho também apontou uma sobreposição entre genes ligados ao envelhecimento, ao combate a vírus e à inibição de tumores. Em morcegos longevos, células danificadas tendem a ser eliminadas e substituídas por novas, em vez de apenas reparadas, mecanismo que pode limitar o acúmulo de mutações associadas ao câncer.





