
Antes de assumir a diretoria, ele comandou investigações de grande repercussão no Rio de Janeiro, entre elas as apurações sobre os assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes e suspeitas de corrupção no governo de Cláudio Castro
O delegado Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência da Polícia Federal, foi afastado do cargo por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça (8). Antes de assumir a diretoria, ele comandou investigações de grande repercussão no Rio de Janeiro, entre elas as apurações sobre os assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes e suspeitas de corrupção no governo de Cláudio Castro, segundo a coluna de Guilherme Amado no site Amado Mundo.
Almada ocupou a Superintendência Regional da PF no Rio durante o avanço da investigação que identificou suspeitos de mandar matar a vereadora e o motorista. O crime, cometido em março de 2018, permaneceu sem solução por anos até a Polícia Federal assumir a apuração.
O afastamento determinado por Mendonça retirou Almada da Diretoria de Inteligência da corporação. As informações disponíveis não detalham o motivo da decisão do ministro.

Almada também comandou a Superintendência da PF na Bahia durante o segundo turno da eleição presidencial de 2022. Cinco dias antes da votação, o então ministro da Justiça, Anderson Torres, e o então diretor-geral da PF, Márcio Nunes, viajaram ao estado para pedir uma atuação conjunta entre a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A proposta previa reforçar ações ostensivas em cidades onde Lula (PT) tinha recebido votação expressiva no primeiro turno. Documentos encontrados posteriormente indicaram que o Ministério da Justiça produziu um mapa com os municípios em que o petista obteve seus melhores resultados.
Em depoimento à PF em 2023, Almada confirmou que recebeu o pedido e disse que não incluiu a corporação na operação por “achar inadequado”. A Superintendência da Bahia manteve o planejamento próprio, sem ações conjuntas com a PRF.





