
A PF encontrou documentos repetidos em processos de pessoas diferentes, comprovantes de residência falsificados e irregularidades em certificados técnicos, inclusive em pedidos para compra de armas de uso restrito.
A Polícia Federal prendeu dez suspeitos de fraudar processos de compra e registro de armas de fogo destinados a CACs, colecionadores, atiradores desportivos e caçadores, nesta sexta (4). A Operação Polaridade cumpre 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Vila Velha, no Espírito Santo.
As investigações começaram após a Delegacia da PF em Niterói identificar inconsistências em pedidos de registro de armas. No centro do esquema, segundo a corporação, estaria um colaborador terceirizado que analisava documentos no núcleo de armas e aprovava requerimentos sem os papéis obrigatórios ou com documentação falsa e incompatível com as regras.
A PF encontrou documentos repetidos em processos de pessoas diferentes, comprovantes de residência falsificados e irregularidades em certificados técnicos, inclusive em pedidos para compra de armas de uso restrito. Parte dos requerimentos analisados também teria ligação com armas apreendidas em outra ação policial.
Os investigados podem responder por organização criminosa, corrupção passiva, falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas; a corporação informou que cancelará os registros irregulares.





