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Vorcaro nega à PF ter ordenado atos de violência por meio da “Turma”

Segundo o jornal O Globo, o ex-banqueiro também foi questionado sobre conversas nas quais falou sobre “ir para cima” de desafetos. Vorcaro classificou essas manifestações como “desabafo” e negou que tenham representado ordens para a prática de violência.

Vorcaro nega à PF ter ordenado atos de violência por meio da “Turma”

Em nota divulgada após o depoimento, os advogados Sergio Leonardo e Daniel Bialski negaram que Vorcaro tenha praticado ou determinado ações violentas, ameaças, intimidações ou perseguições contra terceiros.

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negou em depoimento à Polícia Federal ter determinado ações violentas, ameaças ou intimidações atribuídas a integrantes do grupo conhecido como “A Turma”, investigado sob a suspeita de atuar como uma milícia privada a serviço do banqueiro. No depoimento, Vorcaro foi interrogado no âmbito do inquérito que apura a atuação do grupo e sustentou que não houve vítimas das condutas investigadas.

Segundo o jornal O Globo, o ex-banqueiro também foi questionado sobre conversas nas quais falou sobre “ir para cima” de desafetos. Vorcaro classificou essas manifestações como “desabafo” e negou que tenham representado ordens para a prática de violência.

Em nota divulgada após o depoimento, os advogados Sergio Leonardo e Daniel Bialski negaram que Vorcaro tenha praticado ou determinado ações violentas, ameaças, intimidações ou perseguições contra terceiros.

“O investigado jamais praticou, determinou ou se envolveu em qualquer ato de violência, intimidação, perseguição ou ameaça contra quem quer que seja, fato que é reconhecido nos autos pelos próprios investigadores e pelas testemunhas já ouvidas”, diz a nota da defesa.

A defesa também destacou o período transcorrido desde o início das investigações para contestar as suspeitas relacionadas às atividades do grupo.

“Ressalta-se que após 8 meses de investigações, não há nenhuma vítima dos supostos fatos citados na portaria inaugural do Inquérito Policial”, acrescentaram os advogados.

A afirmação integra a estratégia da defesa para sustentar que, até o momento, as investigações não demonstraram a ocorrência dos atos de violência atribuídos ao grupo.

A investigação procura determinar se as conversas e demais elementos reunidos pela PF tiveram algum desdobramento concreto. Vorcaro rejeita ter dado ordens para ações violentas e sustenta que suas manifestações sobre desafetos não passaram de “desabafo”.

A defesa, por sua vez, afirma que o banqueiro jamais praticou ou determinou violência, intimidação, perseguição ou ameaça e destaca que, segundo sua interpretação dos autos, não foram identificadas vítimas dos episódios mencionados na abertura do inquérito.