
Cinco pessoas ouvidas sob reserva, dos lados do governo e dos clubes, apontaram um movimento para reduzir a presença de dirigentes na reunião.
O governo Lula adiou a reunião com clubes de futebol e federações que estava marcada para esta terça-feira (29), às 15h, para discutir os impactos da proibição das bets. Segundo a Folha de S.Paulo, a mudança ocorreu após uma articulação de dirigentes para esvaziar o encontro. Oficialmente, o Executivo atribuiu o adiamento às dificuldades de deslocamento dos participantes.
A mobilização foi liderada pelos presidentes do Palmeiras, Leila Pereira, e do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o BAP, conforme relatos recolhidos pelo jornal. Cinco pessoas ouvidas sob reserva, dos lados do governo e dos clubes, apontaram um movimento para reduzir a presença de dirigentes na reunião.
Segundo esses relatos, os clubes sofreram pressão das empresas de apostas e havia resistência a aparecer em fotos com o governo às vésperas do primeiro turno. Dirigentes também reclamaram de não terem sido consultados antes da proibição, que afeta contratos de patrocínio e outras fontes de receita do futebol.

O encontro anunciado pelo governo após o fim das bets tinha entre as possibilidades em discussão a renegociação das dívidas dos times. Parte dos dirigentes considera insuficiente substituir receitas imediatas de patrocínio por financiamento e alívio financeiro futuro. Palmeiras e Flamengo estão entre os grandes clubes menos pressionados por dívidas, segundo a reportagem.
Em lugar da reunião com os clubes, foi previsto um encontro de um grupo de trabalho sobre o assunto. Ainda não há uma proposta concreta do governo para o programa de renegociação das dívidas do futebol. O convite original abrangia equipes das quatro divisões nacionais, federações estaduais e o presidente da CBF, Samir Xaud.





