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Trump aprova criação de “Arco do Triunfo” e Justiça barra em menos de 1h

A comissão aprovou a estrutura por oito votos a quatro na noite de quinta (5), após mais de oito horas de audiência pública virtual. Mais de 120 pessoas, entre elas veteranos de guerra, pediram que o colegiado rejeitasse o monumento...

Trump aprova criação de “Arco do Triunfo” e Justiça barra em menos de 1h

A juíza federal Tanya Chutkan suspendeu por 14 dias a construção do arco de 76 metros planejado pelo presidente Donald Trump em Washington, menos de uma hora depois de a Comissão de Planejamento da Capital Nacional aprovar o projeto.

A juíza federal Tanya Chutkan suspendeu por 14 dias a construção do arco de 76 metros planejado pelo presidente Donald Trump em Washington, menos de uma hora depois de a Comissão de Planejamento da Capital Nacional aprovar o projeto. A decisão impede o governo de iniciar ou efetivar atividades de construção nas proximidades do local previsto.

A comissão aprovou a estrutura por oito votos a quatro na noite de quinta (5), após mais de oito horas de audiência pública virtual. Mais de 120 pessoas, entre elas veteranos de guerra, pediram que o colegiado rejeitasse o monumento perto do Cemitério Nacional de Arlington.

O deputado democrata Don Beyer, cujo distrito inclui o Cemitério Nacional de Arlington, participou de um protesto contra a obra e afirmou: “Essa abominação monumental do ego de um homem desrespeita todos os militares enterrados ali”. Críticos também questionam a ausência de autorização do Congresso para o projeto.

Monumento planejado por Trump perto do Cemitério de Arlington, em Washington. Foto: Reprodução

A ação judicial que levou à decisão de Chutkan reúne veteranos e defensores da preservação histórica. Os autores sustentam que o monumento viola a Lei de Obras Comemorativas, que exige aprovação legislativa para novos memoriais em Washington.

Os opositores afirmam que o tamanho e a localização do arco afetariam as perspectivas visuais do Memorial de Lincoln, da Arlington House e de outros marcos da capital. Eles também dizem que a estrutura comprometeria a solenidade dos funerais realizados no Cemitério Nacional de Arlington.

Michael Lemmon, principal autor da ação, classificou o processo de análise como apressado e com “resultado predeterminado”. Ele acusou o governo de excluir deliberadamente o Congresso, flexibilizar regras e ignorar avaliações técnicas sobre impactos negativos em Arlington.

Em análise divulgada em agosto, o Serviço Nacional de Parques reconheceu efeitos adversos do arco sobre até 42 locais históricos, com impactos mais graves em seis áreas próximas. Na quinta-feira, a agência informou ao tribunal que a empresa contratada tinha feito marcações no terreno sem autorização e que interromperia os trabalhos preparatórios.