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Gilmar Mendes chama de “bravatas” acusações de fraude nas eleições

O ministro citou a presença de missões internacionais na eleição. A Organização dos Estados Americanos (OEA), com 179 observadores, declarou não ter dúvidas sobre a integridade dos dados oficiais após comparar os resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com...

Gilmar Mendes chama de “bravatas” acusações de fraude nas eleições

Gilmar escreveu que o sistema eleitoral brasileiro passa por testes há mais de duas décadas sem que auditorias tenham identificado indícios de manipulação. “Tudo em vão”, afirmou ao se referir às narrativas que contestam o pleito.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou como “bravatas” e “acusações levianas” os questionamentos sobre o resultado do segundo turno das eleições de 2026. Em publicação na noite deste sábado (7), ele afirmou que as alegações de fraude ignoram os mecanismos de fiscalização das urnas eletrônicas. Com informações de Metrópoles.

Gilmar escreveu que o sistema eleitoral brasileiro passa por testes há mais de duas décadas sem que auditorias tenham identificado indícios de manipulação. “Tudo em vão”, afirmou ao se referir às narrativas que contestam o pleito.

O ministro citou a presença de missões internacionais na eleição. A Organização dos Estados Americanos (OEA), com 179 observadores, declarou não ter dúvidas sobre a integridade dos dados oficiais após comparar os resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com informações colhidas em campo.

O Carter Center, entidade norte-americana de observação eleitoral, avaliou o processo como “bem-organizado e transparente”, com possibilidades de fiscalização por partidos e eleitores. Especialistas estrangeiros convidados pelo TSE também acompanharam auditorias em Brasília.

Urnas eletrônicas. Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE

Gilmar Mendes destacou que a Justiça Eleitoral realiza três auditorias em todos os estados e nos dois turnos. O Teste de Autenticidade verifica se o programa instalado nas urnas corresponde ao software assinado digitalmente e lacrado em cerimônia pública.

Já o Teste de Integridade confere se a urna contabiliza os votos recebidos, com modalidades que usam ou não biometria. Fiscais de diferentes partidos registram votos em cédulas de papel, e a auditoria compara o resultado eletrônico com a apuração voto a voto.

Partidos políticos, Ministério Público, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) participam da escolha das urnas que passarão pelos testes e podem acompanhar as etapas de verificação. Auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) acompanharam os trabalhos nos estados, transmitidos ao vivo pela internet.

O ministro também lembrou que o PL, partido de Flávio Bolsonaro, derrotado no segundo turno, elegeu com as mesmas urnas as maiores bancadas da Câmara e do Senado, além de seis governadores. “A sociedade brasileira sabe apartar as bravatas do discurso sério e responsável”, escreveu.