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Lula diz ao Washington Post que Trump sabe que ele é “melhor que Bolsonaro”

“Trump sabe que me oponho à guerra com o Irã, discordo de sua intervenção na Venezuela e condeno o genocídio que está acontecendo na Palestina”, declarou o presidente brasileiro.

Lula diz ao Washington Post que Trump sabe que ele é “melhor que Bolsonaro”

“Mas, minhas divergências políticas com Trump não interferem na minha relação com ele como chefe de Estado. O que eu quero é que ele trate o Brasil com respeito, entendendo que sou o presidente democraticamente eleito aqui”, prosseguiu Lula.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista ao jornal norte-americano “The Washington Post”, que uma boa relação pessoal com Donald Trump pode ajudar o Brasil a evitar novas tarifas e sanções dos Estados Unidos. A declaração foi publicada neste domingo (17), dias depois da reunião entre os dois presidentes na Casa Branca, em Washington, em 7 de maio. A Reuters também registrou que Lula disse buscar uma relação capaz de atrair investimentos americanos e garantir respeito à democracia brasileira.

Na entrevista, Lula afirmou que mantém divergências políticas com Trump em temas internacionais, mas disse que isso não impede o diálogo institucional entre os dois países. “Trump sabe que me oponho à guerra com o Irã, discordo de sua intervenção na Venezuela e condeno o genocídio que está acontecendo na Palestina”, declarou o presidente brasileiro.

“Mas, minhas divergências políticas com Trump não interferem na minha relação com ele como chefe de Estado. O que eu quero é que ele trate o Brasil com respeito, entendendo que sou o presidente democraticamente eleito aqui”, prosseguiu Lula.

O petista também comentou a relação de Trump com Jair Bolsonaro (PL). “Eu jamais pediria a Trump para não gostar de Bolsonaro. Isso é problema dele”, disse Lula. “Não preciso fazer nenhum esforço para que ele saiba que sou melhor que Bolsonaro. Ele já sabe disso”.

Ao tratar da disputa comercial, Lula afirmou que o Brasil está aberto a ampliar a relação econômica com Washington, desde que haja disposição do governo norte-americano. “Se os Estados Unidos quiserem passar para a frente da fila”, declarou, “ótimo. Mas eles precisam querer isso.” A fala ocorre em meio ao esforço do governo brasileiro para evitar novas medidas tarifárias e ampliar investimentos dos EUA no país.