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O telefonema de Frota que pode complicar a vida de Bolsonaro

Ao reconhecer a voz de Bolsonaro, Frota disparou: “Vai dar uma merda isso!”. O clima ficou tenso e o desfecho surpreendeu até quem estava no estúdio, reacAlexandre Frota, ex-aliado de Jair Bolsonaro, protagonizou um momento de suposta tensão durante sua...

O telefonema de Frota que pode complicar a vida de Bolsonaro

Ao reconhecer a voz de Bolsonaro, Frota disparou: “Vai dar uma merda isso!”.

O ator Alexandre Frota, ex-aliado de Jair Bolsonaro, protagonizou um momento de suposta tensão durante sua participação em um podcast do TMC News ao ligar para o ex-presidente ao vivo. O que começou como um desafio inusitado para escolher alguém com quem teve uma grande desavença acabou se tornando uma conversa carregada de surpresa.

Ao reconhecer a voz de Bolsonaro, Frota disparou: “Vai dar uma merda isso!”. O clima ficou tenso e o desfecho surpreendeu até quem estava no estúdio, reacendendo a polêmica em torno das relações do ex-presidente com antigos aliados.

Em prisão domiciliar, o golpista está impedido de se comunicar por telefone ou redes sociais.

Na última segunda-feira(20), a defesa de Jair Bolsonaro recorreu contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai, que cumpre prisão domiciliar por pena de 27 anos por liderar tentativa de golpe de Estado.

A decisão de Moraes, assinada em 13 de julho, ocorreu dois dias após Flávio ler ao vivo uma carta escrita pelo pai em apoio à sua pré-candidatura. O ministro entendeu que houve desvio de finalidade no direito de visita do senador, também registrado como advogado de Jair, já que uma das medidas cautelares proíbe o ex-presidente de usar redes sociais, diretamente ou por meio de terceiros.

No recurso, os advogados de Jair argumentam que a ordem de Moraes extrapola os limites da necessidade, adequação e proporcionalidade, por limitar o convívio familiar e atingir a comunicação entre o ex-presidente e um dos profissionais responsáveis por sua defesa.

“O fato de existirem outros advogados constituídos para a defesa técnica do agravante não desnatura a natureza personalíssima da relação de confiança estabelecida entre advogado e cliente, tampouco autoriza que o Estado substitua a livre escolha do defensor pelo juízo de alegada suficiência de uma determinada composição da equipe técnica”, diz um trecho do agravo regimental.

A defesa pede que Moraes reconsidere a decisão e restabeleça as visitas ou, ao menos, ressalve que a ordem não impede a comunicação profissional entre advogado e cliente. Se rejeitados os pedidos, pedem que o recurso seja submetido à análise da Primeira Turma do STF.

Ao interromper as visitas, Moraes afirmou que Flávio é reincidente no desrespeito a decisões judiciais, lembrando que, em agosto de 2025, pai e filho ignoraram a proibição de acesso a redes sociais durante um ato no Rio. No novo caso, o ministro apontou que Bolsonaro tinha pleno conhecimento da divulgação do texto, o que configuraria novo ato de desrespeito à medida cautelar.