×

Orelha derretida e mão atrofiada: trabalhador atacado e queimado na rua relembra pesadelo

Por volta das 20h, depois de concluir as tarefas, Gustavo se despediu dos chefes e seguiu para o ponto de ônibus. No caminho, no entanto, enquanto passava por um beco, foi atingido por uma paulada na cabeça. Ele caiu e o...

Orelha derretida e mão atrofiada: trabalhador atacado e queimado na rua relembra pesadelo

O ataque ocorreu em 14 de julho, na Asa Sul, depois que ele tentou impedir o furto de uma bisnaga de mel do quiosque onde trabalhava.

Com a orelha derretida, o tronco coberto por faixas — incluindo braços, mãos e axilas — e marcas vermelhas nas pernas, Gustavo Vitor Coimbra, 31 anos, ainda se recupera das quatro cirurgias as quais foi submetido após ter 40% do corpo incendiado com thinner. O ataque ocorreu em 14 de julho, na Asa Sul, depois que ele tentou impedir o furto de uma bisnaga de mel do quiosque onde trabalhava. As informações são do Metrópoles. 

Naquele dia, o expediente havia terminado como de costume. Gustavo trabalhava para um casal de idosos na Asa Sul. Durante o dia, vendia produtos no quiosque do homem e, após o fechamento, ainda ajudava no salão de beleza da mulher. Ele também costumava levar os patrões para casa no carro do casal.

Por volta das 20h, depois de concluir as tarefas, Gustavo se despediu dos chefes e seguiu para o ponto de ônibus. No caminho, no entanto, enquanto passava por um beco, foi atingido por uma paulada na cabeça. Ele caiu e o agressor jogou tíner sobre seu corpo e, em seguida, acendeu um isqueiro.

O homem, porém, conhecia Gustavo. Mais cedo naquele dia, segundo o trabalhador, ele havia entrado no quiosque, pegado uma bisnaga de mel e saído sem pagar. Gustavo foi atrás dele e pediu para que devolvesse o produto.

“Quem trabalha com venda sabe que todo dia tem uma conferência das mercadorias, e aqueles R$ 38 do produto seriam descontados de meu bolso”, relatou ao Metrópoles.

As chamas tomaram o corpo da vítima. O homem conta que saiu correndo em busca de ajuda e que pessoas que estavam em um restaurante próximo tentaram socorrê-lo.

“Eu saí correndo pela principal. Era um fogo que não apagava. Lembro de muitas pessoas tentando ajudar, mas não conseguiam. Jogar água piorava, fazia o fogo aumentar ainda mais”, lembra.

 

O suspeito ainda teria fugido e levando a mochila de Gustavo. “Dentro dela tinha minha identidade, minha roupa, e R$ 142 do meu expediente”.