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“O Brasil não pode voltar a ser governado por quem não gosta de pobre”, diz Lula

Na visão do presidente, o filho ou a filha de uma trabalhadora doméstica deve ter o mesmo direito de estudar, construir uma profissão e disputar oportunidades que os filhos das famílias de maior renda.

“O Brasil não pode voltar a ser governado por quem não gosta de pobre”, diz Lula

“Vocês não têm que votar no Lula, vocês têm que votar em vocês. Se acharem que eu mereço a confiança de vocês, votem em mim, porque eu estou votando em vocês”, afirmou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante ato político em Natal, no Rio Grande do Norte, que a eleição presidencial de outubro colocará diante dos brasileiros uma escolha entre dois projetos distintos de país. Ao defender a continuidade das políticas de inclusão social de seu governo, Lula fez um alerta contra o retorno ao poder de forças políticas que, segundo ele, não têm compromisso com as parcelas mais pobres da população.

“Esse país não pode voltar a ser governado por gente que não gosta de pobre”, afirmou.

Lula sustentou que a disputa eleitoral será marcada pelo confronto entre uma proposta que busca ampliar direitos e oportunidades e outra que, em sua avaliação, desconsidera as necessidades da maioria da população.

“De um lado, aquele que amplia direitos; do outro, que despreza as necessidades da população”, disse.

Em sua fala, Lula procurou apresentar sua candidatura não como um projeto pessoal, mas como instrumento para a continuidade das políticas públicas voltadas à população.

“Vocês não têm que votar no Lula, vocês têm que votar em vocês. Se acharem que eu mereço a confiança de vocês, votem em mim, porque eu estou votando em vocês”, afirmou.

O presidente destacou especialmente as transformações sociais produzidas pelo acesso das camadas populares ao ensino superior.

Lula disse sentir orgulho ao encontrar trabalhadores cujos filhos conseguiram chegar à universidade e afirmou que o país precisa garantir as mesmas oportunidades para todas as crianças, independentemente da renda ou da profissão de seus pais.

A educação ocupou parte importante do discurso.

Lula lembrou a expansão das universidades e dos institutos federais realizada durante seus governos e afirmou que o acesso ao conhecimento é uma das principais ferramentas para reduzir as desigualdades históricas do Brasil.

O presidente também destacou a ampliação das escolas de tempo integral e defendeu a continuidade dos investimentos públicos em educação.

Na área da saúde, Lula citou programas de seu governo destinados a ampliar o acesso da população aos medicamentos, consultas, exames e cirurgias.

Entre eles está a Farmácia Popular, que disponibiliza medicamentos gratuitamente à população.

O presidente também destacou o programa Agora Tem Especialistas, criado para reduzir as filas e o tempo de espera por atendimento especializado, exames e procedimentos cirúrgicos no Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o presidente, novas tecnologias digitais também estão sendo utilizadas na produção de próteses e na expansão do atendimento odontológico pelo país.

Lula apresentou ainda um conjunto de políticas implementadas durante seus governos como exemplos da diferença entre os projetos que estarão em disputa nas urnas.

O presidente mencionou a política de valorização do salário mínimo, as ações de combate à fome, a expansão da rede federal de educação e as políticas destinadas às populações indígenas e quilombolas.

Também destacou a reforma agrária e a necessidade de garantir condições para que trabalhadores do campo possam produzir e melhorar sua renda.

Na avaliação de Lula, essas políticas representam uma concepção de Estado que deve atuar para criar oportunidades e reduzir desigualdades.

Ao longo do discurso, Lula procurou estabelecer uma divisão clara entre seu projeto e o de seus adversários.

De um lado, segundo ele, está uma proposta baseada na ampliação de direitos sociais, no fortalecimento dos serviços públicos e na criação de oportunidades para os trabalhadores. De outro, estaria um modelo que não coloca as necessidades da maioria da população entre suas prioridades.

Lula argumentou que sua candidatura pode ser avaliada não apenas pelas promessas feitas durante a campanha, mas pelo histórico das políticas implementadas em seus governos.

Para o presidente, a eleição de outubro será, portanto, uma decisão sobre qual papel o Estado brasileiro deverá desempenhar nos próximos anos.

“Esse país não pode voltar a ser governado por gente que não gosta de pobre”, reiterou Lula.