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Negociações do tarifaço devem permanecer em compasso de espera até depois das eleições

Uma fonte palaciana foi categórica ao afirmar que o governo brasileiro não vai enviar uma delegação para “mendigar” junto aos Estados Unidos, lembrando que já foram realizadas cerca de 30 reuniões entre representantes brasileiros e o Escritório do Representante de...

Negociações do tarifaço devem permanecer em compasso de espera até depois das eleições

O governo dos Estados Unidos, na avaliação de interlocutores do Palácio do Planalto familiarizados com as negociações que antecederam os mais recentes tarifaços, deve adotar uma postura de espera em relação à retomada de negociações, até que as eleições brasileiras de outubro definam o novo cenário político do país.

O governo dos Estados Unidos, na avaliação de interlocutores do Palácio do Planalto familiarizados com as negociações que antecederam os mais recentes tarifaços, deve adotar uma postura de espera em relação à retomada de negociações, até que as eleições brasileiras de outubro definam o novo cenário político do país. Os negociadores americanos devem aguardar o resultado das urnas para saber com quem, de fato, vão negociar a partir de 2027.

No Planalto, a avaliação é de que o Brasil não pretende mudar sua estratégia diante dessa expectativa, e não fará movimentos adicionais para acelerar as tratativas antes do pleito. Uma fonte palaciana foi categórica ao afirmar que o governo brasileiro não vai enviar uma delegação para “mendigar” junto aos Estados Unidos, lembrando que já foram realizadas cerca de 30 reuniões entre representantes brasileiros e o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) ao longo do processo que antecedeu o mais recente tarifaço.

A leitura é de que a pausa nas negociações com o USTR pode estar relacionada a um cálculo político do lado norte-americano, que aguardaria o desfecho eleitoral brasileiro antes de definir seus próximos movimentos, na expectativa de um cenário com um interlocutor considerado mais “dócil” e alinhado aos seus interesses no país.

Se a expectativa do governo Trump é a de que surjam opções políticas mais dóceis às demandas dos Estados Unidos após a eleição, a orientação no Palácio do Planalto é clara: ‘que aguardem’.