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Após condenação, Eduardo pede em inglês a Trump por novas sanções contra Moraes

"Presidente Trump, por favor, retome a Lei Magnitsky. Esses caras são violadores de direitos humanos. E depois de mim, se um dia, na próxima eleição, voltar uma administração de extrema esquerda aqui nos EUA, eles estarão juntos perseguindo não apenas...

Após condenação, Eduardo pede em inglês a Trump por novas sanções contra Moraes

“Não, isso não é um ataque contra o Brasil. Isso é um presidente da democracia número um do mundo dizendo que esse ministro é o mesmo que baniu o X no Brasil, bloqueou as contas da Starlink, deteve Jason Miller no aeroporto e estava emitindo mandados de prisão contra cidadãos americanos”, afirmou.

Um dia após ser condenado por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro publicou um vídeo em inglês nas redes sociais pedindo ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que volte a impor sanções contra o ministro Alexandre de Moraes.

A manifestação ocorreu após a Corte condená-lo por coação no curso do processo e por atuar junto a autoridades norte-americanas para pressionar o Judiciário brasileiro. No vídeo, divulgado na plataforma X, Eduardo afirmou estar sendo alvo de perseguição política e relacionou sua condenação às articulações realizadas nos Estados Unidos.

“Estou muito orgulhoso do que estou fazendo, representando o povo do meu país. E não deixem que um ditador como Alexandre de Moraes tome conta do país. Presidente Trump, por favor, retome a Lei Magnitsky. Esses caras são violadores de direitos humanos. E depois de mim, se um dia, na próxima eleição, voltar uma administração de extrema esquerda aqui nos EUA, eles estarão juntos perseguindo não apenas o senhor, mas todas as pessoas ao seu redor na administração”, declarou.

O ex-parlamentar também contestou o entendimento de que as medidas adotadas pelo governo norte-americano representariam um ataque ao Brasil. “Não, isso não é um ataque contra o Brasil. Isso é um presidente da democracia número um do mundo dizendo que esse ministro é o mesmo que baniu o X no Brasil, bloqueou as contas da Starlink, deteve Jason Miller no aeroporto e estava emitindo mandados de prisão contra cidadãos americanos”, afirmou.

O ex-deputado ainda criticou decisões judiciais envolvendo aliados políticos que vivem fora do Brasil. “O cara que diz ser vítima do que estou denunciando aqui nos Estados Unidos é o mesmo que está me julgando. É por isso que a Itália com a Carla Zambelli, a Espanha com o caso de Oswaldo Eustáquio, os Estados Unidos, mesmo durante o governo Biden, com o caso do jornalista Allan dos Santos, e mais de 60 brasileiros que hoje vivem exilados ou como refugiados na Argentina. Nenhum desses países jamais permitiu, jamais enviou nem mesmo um único brasileiro de volta ao Brasil a pedido desse ministro louco, Alexandre de Moraes”, afirmou.

A condenação imposta pelo STF prevê pena de quatro anos e dois meses de prisão em regime inicial semiaberto, multa equivalente a 100 salários mínimos, perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e inelegibilidade por oito anos após o cumprimento da pena.

O ministro afirmou que a alegação já havia sido analisada anteriormente pelo colegiado e destacou que o crime de coação no curso do processo tem como vítima a administração da Justiça, e não um magistrado específico.

Segundo ele, não existe “confusão entre vítima e julgador” no caso. Ao final da gravação, Eduardo afirmou que pretende continuar sua atuação política e fez referência às eleições presidenciais de 2026.

“Então estou muito orgulhoso, porque se eles estão me condenando, é porque ainda estou fazendo um ótimo trabalho (…) E eu nunca vou parar. Porque todos os regimes chegam a um ponto de repressão em que, quando ela fica muito alta, é porque estão realmente próximos do fim, da linha de chegada dessa guerra. E nós vamos eleger em outubro o Flávio Bolsonaro, presidente do Brasil, para resgatar a nossa aliança, não apenas com os Estados Unidos, mas também com as democracias de todo o mundo. (…) Flávio poderá me perdoar [dar o indulto] pelos crimes que eu não cometi. E até mesmo ao meu pai, que foi condenado a 27 anos de prisão por uma falsa tentativa de golpe de Estado”.