
Malafaia criticou o ministro Alexandre de Moraes e o inquérito das fake news, classificando o procedimento como “ilegal” e “imoral”.
O pastor Silas Malafaia afirmou neste domingo (3) ser alvo de “perseguição política” após se tornar réu no STF (Supremo Tribunal Federal). A declaração foi feita durante culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), na zona norte do Rio de Janeiro, evento que contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outros aliados. Com informações da Folha.
Durante a cerimônia, Malafaia criticou o ministro Alexandre de Moraes e o inquérito das fake news, classificando o procedimento como “ilegal” e “imoral”. Segundo ele, a investigação foi aberta “para calar” críticos e há uma tentativa de “intimidar” opositores.
Malafaia afirmou que não cometeu crime ao fazer críticas que classificou como genéricas. “Quando você fala genericamente, não (comete crime). Eu não citei o nome de ninguém”, declarou. Ao mencionar Moraes, disse que faz críticas ao magistrado, mas não o odeia, e afirmou que, se o ministro “não se arrepender”, “virá justiça sobre ele em nome de Jesus”.
A Primeira Turma do STF decidiu tornar Malafaia réu por injúria, após representação apresentada pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva. O caso tem origem em discurso feito pelo pastor em ato na avenida Paulista, em 6 de abril de 2024.
Os ministros entenderam, por maioria, que não houve indícios de calúnia, mas que as declarações podem configurar ofensa à honra, o que levou ao recebimento da denúncia por injúria. A decisão registrou divergências entre os magistrados sobre o enquadramento das falas.





