
Nos bastidores do Supremo, Mendonça também tem procurado afastar a interpretação de que uma eventual responsabilização de Flávio Bolsonaro poderia representar uma ruptura política com a família Bolsonaro.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça sinalizou a interlocutores que conduzirá o inquérito envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o filme Dark Horse exclusivamente com base nos elementos jurídicos do caso, sem qualquer tratamento diferenciado ao parlamentar. As informações são da Coluna do Estadão, do jornal O Estado de São Paulo.
Segundo a reportagem, o ministro tem afirmado, em conversas reservadas, que sua atuação será estritamente pautada pela legislação. De acordo com interlocutores ouvidos pela Coluna do Estadão, Mendonça sustenta que, caso a investigação reúna elementos concretos indicando a prática de crime, o procedimento seguirá seu curso legal, independentemente de quem seja o investigado.
Nos bastidores do Supremo, Mendonça também tem procurado afastar a interpretação de que uma eventual responsabilização de Flávio Bolsonaro poderia representar uma ruptura política com a família Bolsonaro.
O histórico da relação entre André Mendonça e Flávio Bolsonaro também é apontado como um fator que reduz expectativas de qualquer gesto de proteção institucional ao senador.
Durante as articulações para a escolha do novo ministro do STF, em 2021, Flávio Bolsonaro não atuou publicamente em defesa da indicação de Mendonça. Na ocasião, o senador defendia outros nomes para ocupar a vaga aberta na Corte, entre eles o então presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins.
Durante a sabatina de Mendonça na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Flávio manteve atuação discreta, limitando-se a conversas reservadas, sem protagonizar manifestações públicas em favor da aprovação do magistrado.
Até o momento, o senador não apresentou prestação de contas sobre os recursos recebidos, o que alimenta suspeitas quanto ao destino da verba, inclusive sobre eventual utilização para outras finalidades, entre elas o financiamento da permanência do ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.





