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Estado Islâmico ameaça atacar os EUA durante a Copa: “Oportunidade de ouro”

A ameaça citou especificamente os jogos em território norte-americano. “Esta temporada é uma oportunidade de ouro para o mujahidin solitário reviver e renovar ataques individuais, especialmente no coração da América, que sedia jogos em onze cidades”, disse um trecho do...

Estado Islâmico ameaça atacar os EUA durante a Copa: “Oportunidade de ouro”

O texto do grupo extremista também atacou o Mundial e criticou o interesse do público pelo torneio. O ISIS afirmou que o “esporte não justifica o desperdício de tempo e orações passando horas em frente à telas”.

O grupo terrorista Estado Islâmico, conhecido pela sigla ISIS, ameaçou a Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, no México e no Canadá, em uma publicação semanal digital divulgada nesta quinta-feira (18/6).

A ameaça citou especificamente os jogos em território norte-americano. “Esta temporada é uma oportunidade de ouro para o mujahidin solitário reviver e renovar ataques individuais, especialmente no coração da América, que sedia jogos em onze cidades”, disse um trecho do comunicado.

O texto do grupo extremista também atacou o Mundial e criticou o interesse do público pelo torneio. O ISIS afirmou que o “esporte não justifica o desperdício de tempo e orações passando horas em frente à telas”.

A reportagem procurou o Departamento de Guerra dos EUA para questionar se o governo norte-americano tinha conhecimento das ameaças e como monitora a situação. Até a publicação, o órgão não havia respondido.

O Estado Islâmico mudou sua distribuição geográfica desde o fim dos anos 2010, depois de perder áreas no Iraque e na Síria para uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos. Naquele período, o grupo chegou a controlar cerca de 100 mil km² dos territórios sírio e iraquiano.

Entre 2017 e 2019, forças militares expulsaram o governo autodeclarado do ISIS dessas áreas. O grupo, que distorce valores do Islã para justificar violência, manteve células ativas mesmo após o recuo territorial no Oriente Médio.

Com o enfraquecimento no Iraque e na Síria, o Estado Islâmico concentrou parte de suas atividades no continente africano, sobretudo na faixa conhecida como Sahel. A região abrange dez países e reúne cenários de instabilidade social e política que favorecem a infiltração de grupos extremistas.