
Leão XIV não citou a controvérsia que envolveu a imagem de Nossa Senhora Aparecida durante a campanha para o primeiro turno das eleições. O Vaticano também não se posicionou sobre o caso.
O papa Leão XIV homenageou Nossa Senhora Aparecida durante a audiência geral desta quarta-feira (7), na Praça São Pedro, no Vaticano. O pontífice dirigiu uma saudação aos peregrinos de língua portuguesa, com destaque para os grupos que viajaram do Brasil e de Portugal.
Ao mencionar a celebração da padroeira brasileira, marcada para a próxima segunda-feira (12), o papa afirmou: “Confio todos vocês e as suas famílias à sua intercessão maternal. Que Nossa Senhora os proteja sempre! Deus os abençoe!”.
A polêmica começou com publicações nas redes sociais que atribuíram a Flávio Bolsonaro (PL) e a políticos de direita a intenção de retirar da santa o título de Padroeira do Brasil no período pré-eleitoral.
Não há, atualmente, projeto em tramitação no Congresso Nacional para retirar de Nossa Senhora Aparecida a condição de padroeira do país. A última proposta sobre o tema foi apresentada em 2007, mas acabou arquivada.
A jornalista Daniela Lima apurou que estudos debatidos pela Igreja Católica desde 2019 ajudam a explicar a reação à promessa de Flávio Bolsonaro (PL) de decretar, caso eleito, Jesus Cristo como “Senhor do Brasil”.
Segundo ela, a declaração soou para setores católicos como um “apito de cachorro”: uma mensagem cujo sentido político pode passar despercebido pelo público geral, mas é reconhecido por grupos atentos à disputa religiosa.
A CNBB negou ter produzido, autorizado ou participado da divulgação de informações falsas relacionadas às eleições. “A mentira não se combate com outra mentira”, afirmou a entidade ao rebater a acusação.





