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Presidente da Colômbia arma cena com claque para recebê-lo após terremoto

As imagens, registradas em El Cairo, no departamento de Valle del Cauca, exibem pessoas levantando os braços e fazendo gestos de aclamação em uma coreografia.

Presidente da Colômbia arma cena com claque para recebê-lo após terremoto

Quatro dias depois da primeira visita à região, De la Espriella voltou ao Chocó para acompanhar os estragos e visitar bairros, estruturas públicas e centros educacionais atingidos pelo terremoto.

Um vídeo que viralizou nas redes sociais provocou indignação na Colômbia ao mostrar pessoas contratadas para simular uma recepção entusiasmada ao presidente Abelardo de la Espriella durante uma visita a áreas atingidas pelo terremoto.

As imagens, registradas em El Cairo, no departamento de Valle del Cauca, exibem pessoas levantando os braços e fazendo gestos de aclamação em uma coreografia.

Eles teriam sido recrutados como “extras” para produzir uma demonstração de apoio ao presidente.

O caso reacendeu questionamentos sobre a estratégia do novo governo durante a emergência.

O terremoto atingiu o oeste da Colômbia em 10 de agosto, com epicentro próximo a San José del Palmar, no Chocó. O tremor, de magnitude 7,4, provocou destruição em diferentes departamentos e deixou centenas de mortos e milhares de feridos e desabrigados.

Quatro dias depois da primeira visita à região, De la Espriella voltou ao Chocó para acompanhar os estragos e visitar bairros, estruturas públicas e centros educacionais atingidos pelo terremoto.

Durante a passagem por Quibdó, o presidente anunciou a intenção de criar um amplo programa de reconstrução para o departamento. Ele comparou a proposta ao Plano Marshall, programa lançado pelos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial para financiar a recuperação econômica da Europa Ocidental.

De la Espriella disse que o departamento foi historicamente negligenciado pelo governo central e que a reconstrução deveria representar uma oportunidade para mudar essa situação.

“Chocó foi abandonado à própria sorte pelo centralismo do poder em Bogotá, como se não existisse, e quero dar a este departamento de pessoas extraordinárias o lugar que merece na ‘pátria milagrosa’”, declarou.