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Flávio diz que sofre uma ação “orquestrada” para enfraquecê-lo politicamente

O senador comparou a situação atual ao tratamento que, em sua avaliação, Jair Bolsonaro recebeu nos últimos anos. “O modus operandi comigo é exatamente o que fizeram com meu pai”, disse.

Flávio diz que sofre uma ação “orquestrada” para enfraquecê-lo politicamente

“Vocês estão vendo a grande pancadaria em cima de mim dia sim, dia também. Eu vou dar explicações, mas não se trata mais disso. Eu sou uma pessoa altamente perseguida. Não é de agora”.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou na quinta-feira (23), em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, que é uma “pessoa altamente perseguida” após uma sequência de desgastes em sua campanha, vítima de uma “enxurrada de mentiras”.

Flávio disse que sofre uma ação “orquestrada” para enfraquecê-lo politicamente por representar, segundo ele, “uma ameaça ao sistema e aos interesses de muita gente que está no poder”. No início da live, agradeceu aos apoiadores e afirmou que o grupo seguirá mobilizado nos próximos dias “para juntos libertarmos esse país”.

Ao tratar das críticas recebidas nas últimas semanas, o senador afirmou: “Vocês estão vendo a grande pancadaria em cima de mim dia sim, dia também. Eu vou dar explicações, mas não se trata mais disso. Eu sou uma pessoa altamente perseguida. Não é de agora”.

Sem citar nomes, Flávio disse que há pessoas contrárias a sua candidatura ao Planalto e afirmou que “vai ter Bolsonaro subindo a rampa do Palácio do Planalto em 2027”. Ele acrescentou que Jair Bolsonaro colocará a faixa presidencial nele “queiram ou não queiram”.

O senador comparou a situação atual ao tratamento que, em sua avaliação, Jair Bolsonaro recebeu nos últimos anos. “O modus operandi comigo é exatamente o que fizeram com meu pai”, disse. Na sequência, declarou que o Brasil “não está mais num Estado Democrático de Direito” e voltou a falar em perseguição contra sua família.

A live ocorreu horas depois de Flávio tentar encerrar a crise pública com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Mais cedo, ele divulgou um vídeo em que pediu desculpas a ela, reconheceu sua atuação à frente do PL Mulher e renovou o convite para que participasse da campanha presidencial.

Michelle respondeu pouco depois e afirmou que aceitava o pedido de desculpas. Aliados da ex-primeira-dama consideravam o gesto público uma das condições para que ela voltasse a se engajar na pré-campanha do senador.

O discurso também ocorreu em meio a uma nova frente de pressão sobre a relação de Flávio com o Banco Master. O escritório de advocacia do senador foi contratado por uma empresa ligada a uma consultoria que recebeu repasses do banco. Flávio nega qualquer irregularidade.

O episódio se soma à crise iniciada em maio, quando vieram a público mensagens em que Flávio negociava com o banqueiro Daniel Vorcaro recursos para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a vida de Jair Bolsonaro. A divulgação das conversas levou adversários a questionarem a proximidade do senador com o empresário, e o financiamento da produção passou a ser alvo de investigação.

A pré-campanha também sofreu desgaste após a viagem de Flávio aos Estados Unidos para tentar negociar a suspensão de tarifas impostas pelo presidente Donald Trump a produtos brasileiros. O senador se reuniu com integrantes da administração americana, mas voltou ao Brasil sem avanços concretos; adversários e setores da centro-direita criticaram a estratégia e avaliaram que ela favoreceu o discurso do governo Lula.