
Na capital fluminense, Flávio terminou o primeiro turno com 137 mil votos a mais que Lula. Os locais de votação mapeados em áreas de milícia deram mais de 440 mil votos ao senador, ante 318 mil destinados ao petista.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) venceu em 86% dos locais de votação situados em áreas controladas ou sob influência de milícias na cidade do Rio de Janeiro. O candidato à Presidência liderou em 268 desses pontos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou à frente em 43.
O resultado surgiu do cruzamento de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o Mapa de Grupos Armados, levantamento do Instituto Fogo Cruzado em parceria com o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (GENI-UFF).
Grande parte desses pontos fica na Zona Oeste do Rio, região que concentra territórios identificados pelo levantamento como áreas de controle ou influência de grupos milicianos. O mapa usado no cruzamento reúne dados atualizados até 2024.

O Rio de Janeiro é o principal reduto eleitoral da família Bolsonaro. Flávio empregou em seu gabinete a mãe e a mulher de Adriano da Nóbrega, miliciano morto em 2020 e apontado como chefe do Escritório do Crime.
Peixe negociou a emenda em 2023 com Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar do gabinete de Flávio Bolsonaro no Senado. A Polícia Federal encontrou mensagens de WhatsApp entre os dois no celular do miliciano, apreendido quando ele passou a ser investigado pelo assassinato de Marielle, em 2024.
A Polícia Federal aponta indícios de desvio dos recursos da emenda destinada ao projeto esportivo. A investigação analisa as conversas apreendidas e a destinação do dinheiro liberado a partir da indicação parlamentar.





