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Na COP30, Lula detona negacionismo climático e “interesses egoístas”

Lula defendeu que o combate às mudanças climáticas deve fazer parte das decisões de governos, empresas e indivíduos, citando eventos extremos como secas e enchentes. Ele também criticou o uso político da desinformação: “Forças extremistas fabricam inverdades para obter ganhos...

Na COP30, Lula detona negacionismo climático e “interesses egoístas”

O presidente Lula abriu a sessão plenária preparatória da COP30, em Belém, com críticas diretas ao negacionismo climático e aos interesses que, segundo ele, ainda travam o avanço das políticas ambientais. Para o petista, o debate continua distante da vida real da população, apesar de seus efeitos estarem cada vez mais visíveis.

“Interesses egoístas e imediatos preponderam sobre o bem comum”, afirmou. Para Lula,  Em seu discurso, o presidente destacou que “as pessoas podem não entender o que são emissões ou toneladas métricas de carbono, mas sentem a poluição”.

Lula defendeu que o combate às mudanças climáticas deve fazer parte das decisões de governos, empresas e indivíduos, citando eventos extremos como secas e enchentes. Ele também criticou o uso político da desinformação: “Forças extremistas fabricam inverdades para obter ganhos eleitorais”.

O petista voltou a defender que menos recursos sejam destinados a conflitos armados e mais à preservação ambiental. “Justiça climática é aliada do combate à fome e à pobreza”, disse. Ele relacionou desigualdade social e crise climática, afirmando que será impossível contê-la sem enfrentar as disparidades entre países ricos e pobres.

Lula também ressaltou a importância histórica de realizar a COP no coração da Amazônia. “Pela primeira vez na história, uma COP do Clima terá lugar no coração da Amazônia”, prosseguiu. Ele citou o simbolismo do bioma, sua biodiversidade e a dimensão da bacia hidrográfica, apontando que o mundo precisa ouvir a região que mais sofre com o desmatamento e a exploração irregular.

O presidente afirmou que este é o “momento de levar a sério os alertas da ciência” e citou projeções de mortes e prejuízos econômicos provocados pelo aquecimento global. Lula defendeu a necessidade de “mapas do caminho” para reverter o desmatamento e reduzir a dependência de combustíveis fósseis, reconhecendo que o tema é uma cobrança recorrente de entidades ambientais.