
“As Malvinas foram, são e sempre serão argentinas”, escreveu na rede X.
O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a colocar as Ilhas Malvinas no centro do debate internacional ao reafirmar a reivindicação histórica do país sobre o arquipélago — conhecido como Falklands pelos britânicos. Milei conta com sinais de que os Estados Unidos podem rever seu apoio tradicional ao Reino Unido na disputa.
“As Malvinas foram, são e sempre serão argentinas”, escreveu na rede X. Em entrevista ao canal digital Neura, ele afirmou que o governo está fazendo “tudo o humanamente possível” para recuperar o controle das ilhas, embora tenha ressaltado que a soberania “não é negociável”, mas deve ser conduzida “com inteligência”.
A nova ofensiva de Milei coincide com um cenário delicado nas relações entre Estados Unidos e Reino Unido. Segundo relatos, o Pentágono avalia revisar o apoio a territórios considerados “posses imperiais” europeias, como as Malvinas.
A medida seria uma resposta ao distanciamento de aliados europeus em conflitos recentes envolvendo Washington.
Sabujo do presidente Donald Trump, Milei acha que pode se beneficiar desse reposicionamento americano. Trump, por sua vez, tem criticado duramente a OTAN e demonstrado insatisfação com a falta de apoio europeu em confrontos no Oriente Médio, chegando a classificar a aliança como “inútil”.
Do lado britânico, o governo do primeiro-ministro Keir Starmer reiterou que a soberania das ilhas “pertence ao Reino Unido” e destacou que o direito de autodeterminação dos habitantes é “fundamental”. A posição é amplamente compartilhada no espectro político britânico. A líder conservadora Kemi Badenoch foi direta: “As Falklands são britânicas. Ponto final.”
Em 1833, o Reino Unido retomou o controle e transformou o arquipélago em colônia — situação que permanece até hoje. A Argentina nunca abandonou sua reivindicação e, em 1982, sob o comando do general Leopoldo Galtieri, tentou recuperar as ilhas pela força. Foi o enterro da ditadura.
A guerra envolveu diretamente o governo da então primeira-ministra Margaret Thatcher, com apoio dos Estados Unidos de Ronald Reagan ao Reino Unido.





