
Quando acordou na manhã seguinte, em 23 de setembro, Doina se deparou com Ion deitado sem reação, espumando pela boca. “Uma noite, ele me acordou dizendo que não conseguia sentir as pernas. Mal conseguia falar. No dia seguinte eu pensei que ele estivesse morto”, contou em entrevista ao jornal Daily Mail.
Ion Chiperi, de 22 anos, estava deitado com a esposa, grávida de oito meses, quando começou a se sentir mal. O jovem britânico mal conseguia falar ou sentir as pernas. O casal ainda não sabia, mas esses eram os primeiros sintomas de um acidente vascular cerebral (AVC).
Assustada, Doina, também de 22 anos, ligou para o serviço de emergência de Sevenoaks, na Inglaterra. Embora os sintomas do marido fossem compatíveis com os de um AVC, os paramédicos se recusaram a levar o rapaz para o hospital. Eles sugeriram que Ion provavelmente estava embriagado e que logo se sentiria bem, apesar de Doina insistir que ele não havia bebido.
Quando acordou na manhã seguinte, em 23 de setembro, Doina se deparou com Ion deitado sem reação, espumando pela boca. “Uma noite, ele me acordou dizendo que não conseguia sentir as pernas. Mal conseguia falar. No dia seguinte eu pensei que ele estivesse morto”, contou em entrevista ao jornal Daily Mail.
O AVC, também conhecido como derrame cerebral, é uma emergência de saúde grave, caracterizado pelo entupimento ou rompimento dos vasos sanguíneos que alimentam o cérebro. O atendimento precisa ser rápido para salvar o paciente.
Embora seja mais comum em pessoas com mais de 50 anos, que já acumulam problemas de saúde, o acidente vascular cerebral também pode ocorrer em pessoas jovens.
Doina contou que uma segunda ambulância foi até o local e, novamente, os paramédicos trataram seu marido como se ele estivesse bêbado, mas acabaram o levando para o hospital.
Ion esperou cerca de dez horas no hospital até receber a indicação para fazer uma ressonância magnética. Os resultados não foram nada animadores. Coágulos sanguíneos no cérebro de Ion levaram o rapaz de 22 anos a uma cirurgia de emergência.
Embora a cirurgia tenha sido bem-sucedida, o longo tempo de espera agravou o quadro e deixou sequelas importantes. Um mês e meio depois, o rapaz ainda não consegue se mover nem falar, e se comunica apenas piscando os olhos.





