
Celso Amorim, entrou em contato com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, logo após o anúncio da ofensiva. O objetivo, segundo essas fontes, foi buscar uma alternativa considerada “menos danosa” e reduzir o nível de tensão.
O governo brasileiro avalia com apreensão os desdobramentos da ofensiva militar ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em território venezuelano. No Itamaraty, o principal temor é que os ataques possam se expandir para áreas próximas à fronteira com o Brasil.
Reunião de emergência – Diante do cenário, o presidente Lula convocou neste sábado (3/1) uma reunião de emergência com integrantes da área de relações exteriores para discutir os impactos da ação americana e possíveis respostas diplomáticas.
Áreas mais sensíveis – Segundo relatos de integrantes do alto escalão do Ministério das Relações Exteriores, a possibilidade de avanço das operações militares em regiões sensíveis foi tratada como um dos pontos centrais do briefing apresentado ao presidente. “O receio é que as ofensivas avancem para áreas mais sensíveis entre a Venezuela e o Norte do país”, avaliou um embaixador, sob condição de anonimato.
Reduzir o nível de tensão – No campo diplomático, fontes relataram que o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, entrou em contato com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, logo após o anúncio da ofensiva. O objetivo, segundo essas fontes, foi buscar uma alternativa considerada “menos danosa” e reduzir o nível de tensão.
Prontidão durante o recesso – Lula havia determinado que a cúpula do Itamaraty responsável pelas relações entre Estados Unidos e América Latina permanecesse de prontidão durante o recesso de fim e início de ano. Com a ação militar americana, todos os servidores da área foram reconvocados para elaborar cenários e esboços de possíveis soluções para a região.





