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Pré-sal vai ajudar a conter alta do preço do petróleo, diz ANP

Para o engenheiro Décio Oddone, ex-diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o impacto do conflito no preço do óleo será mitigado pela maior produção em países fora do Oriente Médio, com destaque para os Estados Unidos e o Brasil.

Pré-sal vai ajudar a conter alta do preço do petróleo, diz ANP

Apesar do aumento no preço da commodity, analistas veem o Brasil e sua produção no pré-sal como um fator estabilizador para o mercado global de petróleo, em meio às tensões no Estreito de Ormuz, passagem responsável por cerca de 20% a 25% do petróleo e gás natural transportados mundialmente.

O cenário global de energia foi sacudido pela recente intensificação de ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, situação que impulsionou o preço do petróleo e reacendeu debates sobre a segurança das rotas de exportação e oferta de petróleo. A cotação do barril de Brent chegou a ser negociada em US$ 78,33, refletindo uma alta de 7,49% nos mercados internacionais nesta segunda-feira. As informações são do jornal O Globo.

Apesar do aumento no preço da commodity, analistas veem o Brasil e sua produção no pré-sal como um fator estabilizador para o mercado global de petróleo, em meio às tensões no Estreito de Ormuz, passagem responsável por cerca de 20% a 25% do petróleo e gás natural transportados mundialmente.

Oddone também chama atenção para os custos de transporte, que “têm subido muito” devido à distância entre as áreas de maior demanda no Oriente e a produção concentrada na Bacia do Atlântico. “O preço não subiu tanto, mas o custo de transporte, sim. Isso tem diminuído as margens dos vendedores, como nós”, explicou o engenheiro.

Especialistas em energia destacam que a robustez da produção brasileira no pré-sal e o crescimento da extração fora do Oriente Médio ajudam a amortecer os impactos de tensões geopolíticas na formação de preços, em um momento em que o mercado global enfrenta desafios associados à oferta e demanda.