
Daniel Vorcaro havia sido preso pela primeira vez em novembro de 2025, quando tentava embarcar em um jatinho com destino a Dubai, nos Emirados Árabes. Na ocasião, a Polícia Federal avaliou que a tentativa de viagem configurava risco de fuga.
A Polícia Federal informou à Câmara dos Deputados que reforçou a segurança de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro ligado ao banco Master, após pedido da Comissão de Segurança Pública, e mencionou a adoção de recursos antidrones entre as medidas adotadas. As informações foram publicadas nesta segunda-feira (18) pelo jornal O Globo.
Em resposta ao requerimento apresentado pela comissão, a PF afirmou ter tomado “medidas extraordinárias de segurança visando garantir a integridade física” de Vorcaro, que está preso na superintendência da corporação no Distrito Federal desde março.
No documento encaminhado à Câmara, a Polícia Federal também reconheceu limitações estruturais da unidade onde o ex-banqueiro está detido. Segundo a corporação, “apesar de as instalações desta unidade policial não terem sido projetadas para a custódia de presos por longos períodos, foram realizados ajustes para melhor adequar as respectivas dependências, além da alteração de protocolos e de medidas de segurança orgânica, como o reforço dos recursos antidrones”.
Daniel Vorcaro havia sido preso pela primeira vez em novembro de 2025, quando tentava embarcar em um jatinho com destino a Dubai, nos Emirados Árabes. Na ocasião, a Polícia Federal avaliou que a tentativa de viagem configurava risco de fuga.
O mandado foi cumprido no âmbito da Operação Compliance Zero, investigação que apurava a possível existência de um esquema de fraudes no banco Master estimadas em R$ 12 bilhões. A apuração colocou Vorcaro no centro de um dos casos de maior repercussão envolvendo o setor financeiro no país.
Em março, o ministro André Mendonça determinou novamente a prisão do ex-banqueiro. Para justificar a decisão, o relator acolheu pedido da Polícia Federal que apontava Vorcaro como líder de uma organização criminosa voltada a vigiar e intimidar pessoas que contrariavam interesses do banco Master.
A defesa de Vorcaro sempre negou todas as irregularidades atribuídas a ele. A partir de março, no entanto, passou a negociar uma delação premiada, segundo as informações publicadas.
A resposta da Polícia Federal à Câmara reforça que as medidas de segurança foram adotadas em razão da custódia de Vorcaro no Distrito Federal e das determinações judiciais relacionadas ao processo que tramita no Supremo Tribunal Federal.





