×

Nexus: 7 a cada 10 posts sobre política no X são críticos ao “Bolsomaster”

As críticas se concentram na suposta “hipocrisia” do discurso bolsonarista e na proximidade entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro às vésperas da prisão do banqueiro. Internautas também passaram a usar o termo “Bolsomaster” para associar a família Bolsonaro ao escândalo.

Nexus: 7 a cada 10 posts sobre política no X são críticos ao “Bolsomaster”

Segundo o estudo, 65% desses posts fazem avaliações sobre a imagem de Flávio Bolsonaro, enquanto 35% são neutros. Entre as publicações opinativas, 69% são críticas ao senador, contra 31% favoráveis.

O escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro virou uma crise digital para o clã bolsonarista. Levantamento da Nexus, divulgado pela coluna de Lauro Jardim, no Globo, analisou os 3 mil posts mais engajados entre quase 40 mil publicações no X, Instagram e Facebook.

Segundo o estudo, 65% desses posts fazem avaliações sobre a imagem de Flávio Bolsonaro, enquanto 35% são neutros. Entre as publicações opinativas, 69% são críticas ao senador, contra 31% favoráveis.

As críticas se concentram na suposta “hipocrisia” do discurso bolsonarista e na proximidade entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro às vésperas da prisão do banqueiro. Internautas também passaram a usar o termo “Bolsomaster” para associar a família Bolsonaro ao escândalo.

O levantamento aponta forte repercussão em torno do rastreamento do dinheiro e das contradições entre o discurso público da família Bolsonaro e os áudios divulgados. Também ganhou força a leitura de que Flávio Bolsonaro buscou recursos milionários de um banqueiro já investigado pelo Banco Central, o que tornou a negociação politicamente tóxica.

Parlamentares e influenciadores da direita, entre eles Renan Santos e Romeu Zema, passaram a tratar o episódio como possível ponto de inflexão para a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro em 2026. Entre os posts de maior repercussão aparecem pedidos de quebra de sigilo bancário, prisão preventiva e responsabilização penal.

Aliados do senador tentam sustentar a versão de que o caso envolve apenas “dinheiro privado para um filme privado”, sem recursos públicos ou Lei Rouanet. Como reação, apoiadores lançaram campanha pela criação de uma CPI do Banco Master e passaram a atacar adversários internos, especialmente Zema, tratado como “traidor” após criticar os áudios.