
Segundo a denúncia analisada pelo STF, o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que também atua como produtor-executivo do filme Dark Horse, teria destinado R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil. O parlamentar nega a acusação.
A Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar suspeitas de irregularidades na destinação de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares a organizações não governamentais (ONGs) e empresas relacionadas à produção do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A investigação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são da coluna da jornalista Manoela Alcântara, no Metrópoles.
Segundo a denúncia analisada pelo STF, o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que também atua como produtor-executivo do filme Dark Horse, teria destinado R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil. O parlamentar nega a acusação.
Além de Frias, a representação menciona o deputado Marcos Pollon (PL-MS) e Bia Kicis (PL-DF) e os ex-deputados Carla Zambelli (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ) entre os parlamentares cujos repasses são objeto da investigação.
De acordo com a denúncia, a Academia Nacional de Cultura também teria recebido aproximadamente R$ 2,6 milhões em recursos oriundos de emendas parlamentares.
A Polícia Federal deverá apurar a destinação de verbas para as seguintes entidades e empresas:
- Instituto Conhecer Brasil;
- Academia Nacional de Cultura;
- Go Up Entertainment;
- Conhecer Brasil Assessoria.
Segundo a representação apresentada ao STF, todas essas organizações estariam sob o comando da produtora cultural Karina Ferreira da Gama, apontada como ligada à produção do filme Dark Horse.
A abertura do inquérito ocorreu após decisão do ministro do STF Flávio Dino, que determinou a investigação para esclarecer a regularidade da destinação dos recursos públicos e eventual conexão entre as emendas parlamentares e a produção do longa-metragem.





