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Trump declarou lucro de mais de R$ 2,7 bi com a criptomoeda da família em 2025

O relatório anual detalha a participação do presidente dos Estados Unidos no setor de criptomoedas enquanto seu governo revertia restrições adotadas na era Joe Biden e encerrava processos judiciais contra algumas das maiores empresas do ramo.

Trump declarou lucro de mais de R$ 2,7 bi com a criptomoeda da família em 2025

Um porta-voz da Trump Organization afirmou que a declaração mostrava que a empresa da família tinha uma “posição financeira sólida, sustentada por ativos valiosos de classe mundial, liquidez substancial e um balanço patrimonial conservador”.

Donald Trump declarou lucro de US$ 526,8 milhões, cerca de R$ 2,7 bilhões, em 2025 com a venda de tokens criados pela World Liberty Financial, empresa de criptomoedas de sua família. A informação consta de uma declaração financeira divulgada nesta terça-feira (30) pelo Escritório de Ética Governamental dos Estados Unidos.

O relatório anual detalha a participação do presidente dos Estados Unidos no setor de criptomoedas enquanto seu governo revertia restrições adotadas na era Joe Biden e encerrava processos judiciais contra algumas das maiores empresas do ramo.

Os documentos mostram que Trump ainda detém 15,75 bilhões de tokens da World Liberty Financial. Esses ativos valem cerca de US$ 900 milhões, ou R$ 4,6 bilhões, apesar de uma queda acentuada no último ano.

Trump também declarou receita de US$ 635 milhões, cerca de R$ 3,2 bilhões, em royalties de um acordo de licenciamento com a empresa “Celebration Coins”. Seus filhos Eric Trump e Donald Trump Jr. cofundaram a World Liberty Financial em 2024 com filhos do magnata Steve Witkoff.

A declaração anual, exigida por lei, deve ampliar questionamentos sobre conflitos de interesse no governo Trump. “Nem o presidente nem sua família jamais se envolveram —ou jamais se envolverão— em conflitos de interesse”, disse a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly.

Um porta-voz da Trump Organization afirmou que a declaração mostrava que a empresa da família tinha uma “posição financeira sólida, sustentada por ativos valiosos de classe mundial, liquidez substancial e um balanço patrimonial conservador”. O documento também registra extensas transações de ações americanas.

Os documentos revelam pagamentos de grandes empresas a projetos ligados a Trump. A Meta pagou US$ 24,5 milhões, cerca de R$ 126,4 milhões, ao projeto da biblioteca presidencial. A Alphabet repassou US$ 22 milhões, ou R$ 113,5 milhões, ao Trust for the National Mall, que canaliza doações corporativas para a construção do novo salão de baile da Casa Branca. CBS e ABC pagaram US$ 16 milhões cada, cerca de R$ 82,5 milhões, para a biblioteca de Trump.

A declaração também lista ganhos com licenciamento: US$ 4,7 milhões em royalties por relógios Trump, US$ 1,9 milhão pelo livro “Save America”, US$ 591 mil pelo livro de fotos “Letters to Trump”, US$ 208,5 mil pela Bíblia do cantor Lee Greenwood, US$ 67,6 mil por tênis e fragrâncias e US$ 35,9 mil por uma guitarra. Trump ainda declarou presentes, incluindo 10 ingressos para a Copa do Mundo dados pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, avaliados em US$ 15 mil, e uma escultura de US$ 250 mil chamada “Monumento da Resistência”, oferecida por Anthony Constantino, CEO da Sticker Mule.