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Após acervo histórico do palácio de MG desaparecer, Zema chama objetos de “móveis velhos”

As suspeitas surgiram após uma fiscalização de deputados da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). De acordo com o Metrópoles, os parlamentares apontaram a ausência de obras de arte, móveis, pratarias, louças, equipamentos e livros que...

Após acervo histórico do palácio de MG desaparecer, Zema chama objetos de “móveis velhos”

O ex-governador Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, ironizou as denúncias e afirmou que a economia obtida pela decisão de não morar na residência oficial seria suficiente para pagar os “móveis velhos”.

O suposto sumiço de parte do acervo do Palácio das Mangabeiras, em Belo Horizonte, pode gerar punições penais, civis e administrativas a servidores e autoridades responsáveis, caso sejam comprovados desaparecimento, dano, retirada irregular ou falhas na guarda dos bens. O caso é investigado pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), segundo reportagem do Metrópoles.

As suspeitas surgiram após uma fiscalização de deputados da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). De acordo com o Metrópoles, os parlamentares apontaram a ausência de obras de arte, móveis, pratarias, louças, equipamentos e livros que integravam a antiga residência oficial dos governadores mineiros.

O governo de Minas Gerais contesta a acusação de desaparecimento. A administração estadual afirma que os objetos foram catalogados e transferidos legalmente para outros órgãos públicos. Até o momento, porém, o paradeiro de parte do acervo ainda é questionado pelos deputados responsáveis pela fiscalização.

Segundo informações divulgadas pela Assembleia Legislativa, entre os itens não encontrados estariam um aparador, uma mesa de jantar com capacidade para aproximadamente 40 pessoas, equipamentos da cozinha profissional e uma biblioteca formada por 1.038 livros.

O ex-governador Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, ironizou as denúncias e afirmou que a economia obtida pela decisão de não morar na residência oficial seria suficiente para pagar os “móveis velhos”.

A declaração provocou críticas porque os objetos não são propriedade pessoal do governador ou de seus sucessores. Mesmo peças sem elevado valor comercial podem ter importância histórica, artística e cultural para o patrimônio público mineiro.