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Governo Lula rebate Rubio e lista 30 reuniões para negociar tarifaço dos EUA

Entre os 30 contatos contabilizados pela gestão federal, 11 teriam ocorrido diretamente com Marco Rubio ou com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O Palácio do Planalto considera que a sequência de encontros demonstra a disposição brasileira para...

Governo Lula rebate Rubio e lista 30 reuniões para negociar tarifaço dos EUA

Palácio do Planalto informou que poderá recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica para responder às cobranças impostas pelos Estados Unidos.

O governo Lula (PT) rebateu o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ao divulgar uma lista de 30 reuniões realizadas com autoridades dos Estados Unidos para negociar o tarifaço e contestar a acusação de que o Brasil não teria agido de boa-fé. Os contatos ocorreram desde 2025, segundo Gustavo Uribe, da CNN Brasil.

Entre os 30 contatos contabilizados pela gestão federal, 11 teriam ocorrido diretamente com Marco Rubio ou com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O Palácio do Planalto considera que a sequência de encontros demonstra a disposição brasileira para manter o diálogo e buscar uma solução para o impasse tarifário.

Rubio afirmou na quarta-feira (15) que o governo brasileiro não teria negociado adequadamente com Washington. O secretário de Estado atribuiu ao presidente Lula e à sua administração a responsabilidade pela imposição das novas tarifas.

O governo brasileiro rejeitou a acusação e passou a apresentar o histórico das reuniões como evidência de que os canais diplomáticos e comerciais permaneceram abertos. Segundo assessores do Executivo, as discussões envolveram diferentes setores das duas administrações e ocorreram ao longo de aproximadamente um ano.

Jamieson Greer também confirmou a existência de negociações extensas entre os dois países, embora tenha afirmado que as conversas não foram suficientes para superar as divergências apontadas pelo governo norte-americano.

“As extensas negociações com o Brasil ao longo do último ano não resolveram essas questões, mas continuamos abertos a prosseguir com as negociações com o Brasil”, declarou Greer.

A legislação permite que o Brasil adote medidas proporcionais contra países que estabeleçam barreiras consideradas prejudiciais aos produtos, serviços ou interesses econômicos nacionais. A eventual aplicação do mecanismo dependerá da avaliação do governo sobre os efeitos do tarifaço e do resultado das próximas rodadas de negociação.