O Irã afirmou nesta quinta-feira (16) que o Estreito de Ormuz é uma “linha vermelha” inviolável, alertando que, caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumprisse a ameaça de atacar pontes e usinas iranianas, o país atingiria toda a infraestrutura da região do Golfo.
Os EUA lançaram uma quinta noite de ataques na quarta-feira (15) e reimpuseram um bloqueio naval aos portos do Irã, medida que, segundo Washington, visa reabrir o estreito, fechado pelo Irã no último sábado (11) após o colapso de uma trégua frágil entre os países.
Após os primeiros ataques na noite de quarta-feira, o principal negociador de Teerã, Mohammad Baqer Qalibaf, divulgou um comunicado afirmando: “Estamos em uma guerra essencial e existencial com a América”.
O porta-voz do Exército iraniano, general de brigada Mohammad Akraminia, afirmou nesta quinta-feira que o Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de um quinto das remessas globais de petróleo e gás antes da guerra, é uma “linha vermelha” para o Irã, sobre a qual o país mantém um controle firme.
“Os americanos pensavam que ao atacar algumas de nossas bases na costa sul do país, poderiam assumir o controle deste estreito estratégico”, disse Akraminia.
“No entanto, a República Islâmica do Irã tem a capacidade de exercer controle sobre o Estreito de Ormuz a partir de qualquer ponto de seu território; essa questão não depende, de forma alguma, de costas e ilhas.”
Três autoridades dos Estados Unidos disseram à agência de notícias Reuters que os ataques americanos destinados a forçar a abertura do estreito também têm como alvo capacidades militares iranianas que os EUA gostariam de destruir antes de realizar operações mais complexas.
O Exército do Irã declarou anteriormente, referindo-se ao estreito: “Sem dúvida, resistiremos até o fim e neutralizaremos as intervenções americanas na região”.





