
O vazamento ocorreu em um tanque da petroquímica Innova Videolar. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), o escape do estireno aconteceu após o acionamento do sistema de segurança do equipamento, mecanismo que evitou uma possível explosão de grandes proporções.
Empresas do Distrito Industrial de Manaus liberaram funcionários de forma preventiva na manhã desta quinta-feira (16/7) após a persistência do forte odor do produto químico e novos relatos de trabalhadores passando mal.
Uma funcionária da Yahama, que não quis se identificar, desmaiou com o forte odor. Outros trabalhadores relataram que o cheiro do produto químico ainda era intenso em diversos pontos do Distrito Industrial.
Nas fábricas da Moto Honda e LG Electronics do Brasil, trabalhadores deixaram as instalações e se concentraram nas áreas externas da empresa. Muitos utilizavam máscaras de proteção, enquanto equipes médicas prestavam atendimento a trabalhadores que apresentaram sintomas como tontura, náuseas, irritação nos olhos e dificuldades respiratórias.
O vazamento ocorreu em um tanque da petroquímica Innova Videolar. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), o escape do estireno aconteceu após o acionamento do sistema de segurança do equipamento, mecanismo que evitou uma possível explosão de grandes proporções. Durante a ocorrência, equipes utilizaram canhões de água para resfriar a estrutura e controlar a situação.
O estireno é uma substância química utilizada na fabricação de plásticos e borrachas e, quando inalado em concentrações elevadas, pode provocar dores de cabeça, náuseas, vômitos, irritação nas vias respiratórias, confusão mental e perda de consciência.
Em nota oficial, a empresa afirmou que a ocorrência foi contida conforme o Plano de Atendimento a Emergências (PAE), com apoio da Brigada de Incêndio da fábrica e do Corpo de Bombeiros. A companhia ressaltou que não houve incêndio, vazamento de produto líquido ou de efluentes para fora da área de contenção e sustentou que não houve risco à saúde da população nem ao meio ambiente.
Apesar disso, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) informou que pelo menos 16 pessoas deram entrada em hospitais da rede estadual após o episódio. Conforme a pasta, todos os pacientes apresentavam quadro clínico estável e permaneciam sob avaliação médica.





